HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2025
R.T.B., 29 anos, primigesta, idade gestacional de 11 semanas, veio à segunda consulta de pré-natal com glicemia de jejum de 92 mg/dL. IMC de 24 kg/m², sorologia para toxoplasmose: IgG positivo e IgM positivo. Teste de avidez para IgG 90%. Nega comorbidades.Sobre o resultado de sorologia de toxoplasmose do caso, assinale a alternativa correta.
Avidez IgG alta (>60%) no 1º trimestre → infecção pré-concepcional → conduta expectante.
A alta avidez de IgG nas primeiras 12-16 semanas de gestação exclui infecção aguda durante a gravidez, indicando imunidade prévia e ausência de risco fetal.
A toxoplasmose é uma preocupação central no pré-natal devido ao risco de sequelas graves no feto, como a tríade de Sabin (coriorretinite, calcificações intracranianas e hidrocefalia). O diagnóstico baseia-se na sorologia. O IgM pode permanecer positivo por meses ou anos (IgM residual), por isso o teste de avidez é crucial para datar a infecção. No caso clínico apresentado, a paciente possui 11 semanas e avidez de 90%. Como a avidez alta indica infecção há mais de 12-16 semanas, e ela está apenas na 11ª semana, a infecção é pré-concepcional. O manejo correto é a observação clínica de rotina, sem necessidade de intervenções farmacológicas.
Significa que a infecção ocorreu há pelo menos 3 a 4 meses. Se a paciente está no primeiro trimestre (até 12-16 semanas), a infecção certamente ocorreu antes da concepção. Portanto, não há risco de transmissão vertical para o feto, e a paciente é considerada imune, não necessitando de tratamento medicamentoso ou repetição de exames.
O teste de avidez é útil principalmente no primeiro trimestre da gestação. Após 16 semanas, uma avidez alta não consegue excluir com segurança que a infecção ocorreu no início da gestação, pois o tempo decorrido já permitiria o amadurecimento dos anticorpos IgG mesmo em uma infecção gestacional precoce.
Uma avidez baixa sugere infecção recente (nos últimos 3-4 meses). Nesse caso, deve-se iniciar imediatamente a espiramicina para reduzir o risco de transmissão transplacentária e prosseguir com a investigação fetal (ultrassonografia morfológica e possivelmente amniocentese para PCR de T. gondii após 18 semanas).
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