UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020
O Toxoplasma Gondii é um protozoário intracelular obrigatório, distribuído em quase todas as regiões do mundo. Sobre essa afecção afirma-se:
Toxoplasmose gestacional: Avidez IgG alta (>60%) → infecção >3-4 meses, afasta infecção aguda recente.
O teste de avidez da IgG é crucial na toxoplasmose gestacional para datar a infecção. Uma avidez alta (>60%) indica que a infecção ocorreu há mais de 3-4 meses, o que geralmente reduz o risco de transmissão fetal e a gravidade da doença congênita, pois a transmissão é maior na infecção materna recente.
A toxoplasmose gestacional é uma infecção causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, que pode ser transmitida verticalmente ao feto, causando a toxoplasmose congênita. A prevalência varia globalmente, e a infecção materna primária durante a gestação é a principal preocupação devido ao risco de sequelas graves no feto, como hidrocefalia, calcificações intracranianas e coriorretinite. O diagnóstico precoce e a datação da infecção são cruciais para o manejo adequado e a prevenção da transmissão. O diagnóstico sorológico baseia-se na pesquisa de anticorpos IgM e IgG. A presença de IgM e IgG positivos em gestantes levanta a suspeita de infecção recente. Nesses casos, o teste de avidez da IgG é fundamental: uma avidez baixa sugere infecção recente (até 3-4 meses), enquanto uma avidez alta (>60%) indica infecção antiga (mais de 3-4 meses). A amniocentese com PCR para Toxoplasma gondii no líquido amniótico é utilizada para confirmar a infecção fetal, especialmente em casos de infecção materna recente. O tratamento da toxoplasmose gestacional visa reduzir a transmissão materno-fetal e tratar a infecção fetal. A espiramicina é utilizada para reduzir o risco de transmissão quando a infecção materna é recente e a infecção fetal ainda não foi confirmada. Se a infecção fetal for confirmada ou houver evidência de infecção materna no terceiro trimestre, o esquema com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico é indicado. A avidez da IgG é um marcador prognóstico importante que orienta a conduta, evitando intervenções desnecessárias em infecções antigas.
O teste de avidez da IgG é indicado quando há IgM e IgG positivos em gestantes, para auxiliar na datação da infecção e diferenciar uma infecção recente (baixa avidez) de uma infecção antiga (alta avidez).
Uma avidez alta (>60%) indica que a infecção materna ocorreu há mais de 3-4 meses, o que geralmente significa menor risco de transmissão congênita e pode evitar tratamentos e procedimentos invasivos desnecessários.
O tratamento depende da datação da infecção e da presença de infecção fetal. Espiramicina é usada para reduzir a transmissão materno-fetal, e sulfadiazina-pirimetamina-ácido folínico para infecção fetal confirmada ou infecção materna no terceiro trimestre.
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