CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2026
Gestante foi ao pré-natal com resultado de sorologia para toxoplasmose realizada na 18ª semana de gestação, demonstrado na imagem. Assinale a alternativa CORRETA de acordo com as diretrizes brasileiras. ESSA QUESTÃO FOI ANULADA POR NÃO TER IMAGEM.
IgG avidez alta < 16 semanas → Infecção prévia (antiga). Sem risco fetal imediato.
O teste de avidez de IgG é crucial no primeiro trimestre (até 16 semanas) para datar a infecção. Avidez alta exclui infecção recente, permitindo seguimento de baixo risco.
A toxoplasmose gestacional é uma preocupação maior devido ao risco de sequelas graves no feto, como a tríade de Sabin (coriorretinite, calcificações intracranianas e hidrocefalia). O diagnóstico baseia-se na triagem sorológica. O grande desafio clínico é o 'IgM residual', que pode permanecer positivo por meses ou anos, não indicando necessariamente infecção aguda. O teste de avidez mede a força de ligação entre o anticorpo IgG e o antígeno. No início da resposta imune, essa ligação é fraca (baixa avidez). Com o tempo, o sistema imune seleciona anticorpos com maior afinidade (alta avidez). Portanto, uma alta avidez no início da gravidez é um excelente marcador de segurança para descartar infecção aguda periconcepcional.
O teste de avidez de IgG deve ser solicitado sempre que a gestante apresentar IgG e IgM reagentes no primeiro trimestre, idealmente até a 16ª semana de gestação. Sua principal função é determinar se a infecção ocorreu recentemente (nos últimos 3 a 4 meses) ou se é uma infecção antiga. Após a 16ª semana, uma avidez alta não consegue excluir com segurança que a infecção tenha ocorrido no início da gestação.
Um resultado de avidez de IgG alta (geralmente > 60%) indica que os anticorpos foram produzidos há pelo menos 12 a 16 semanas. Se realizado no início da gestação, isso confirma que a infecção ocorreu antes da concepção, o que significa que a paciente possui imunidade e o risco de transmissão vertical para o feto é praticamente nulo, permitindo o acompanhamento em pré-natal de risco habitual.
Se a avidez for baixa ou se o diagnóstico de soroconversão ocorrer após a 16ª semana, deve-se iniciar imediatamente a espiramicina para reduzir o risco de transmissão placentária. Em seguida, deve-se realizar a investigação fetal via amniocentesis (PCR para T. gondii no líquido amniótico) a partir da 18ª semana. Se o PCR for positivo, o esquema é alterado para a tríplice: sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico.
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