Toxoplasmose na Gestação: Interpretação da Avidez IgG

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021

Enunciado

Uma gestante, com 28 anos de idade, na 14.a semana de gestação, primigesta, em consulta com equipe de Estratégia de Saúde da Família para avaliação de exames de pré-natal apresenta IgG e IgM reagentes para toxoplasmose, sem resultado de exames prévios. Solicitado teste de avidez de IgG na mesma amostra, com resultado “avidez forte”. A interpretação do resultado e a conduta são

Alternativas

  1. A) infecção adquirida antes da gestação, sem necessidade de mais testes.
  2. B) infecção adquirida durante a gestação, iniciar espiramicina e manter até o parto. 
  3. C) imunidade remota, indicado repetir sorologia a cada 2 meses e no parto. 
  4. D) infecção recente, iniciar pirimetamina + sulfadiazina + ácido folínico e encaminhar para a referência de gestação de risco. 

Pérola Clínica

Toxoplasmose gestacional: IgG/IgM reagentes + avidez forte = infecção pré-gestacional, sem risco fetal.

Resumo-Chave

O teste de avidez de IgG é crucial para datar a infecção por Toxoplasma gondii em gestantes com sorologia positiva (IgG e IgM reagentes). Avidez forte indica infecção adquirida há mais de 4 meses, ou seja, antes da gestação atual, tranquilizando quanto ao risco de transmissão congênita.

Contexto Educacional

A toxoplasmose gestacional é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii, que pode ser transmitida verticalmente ao feto, causando a toxoplasmose congênita com potenciais sequelas graves. O diagnóstico precoce e a datação da infecção são essenciais para o manejo adequado e para minimizar os riscos fetais. A prevalência da infecção varia geograficamente, sendo um desafio importante na saúde pública. O diagnóstico sorológico inicial envolve a pesquisa de anticorpos IgG e IgM. A presença de ambos reagentes em uma gestante sem sorologias prévias levanta a suspeita de infecção recente. Nesses casos, o teste de avidez de IgG é fundamental. A avidez forte indica que os anticorpos IgG são "maduros", formados há mais tempo, sugerindo uma infecção crônica adquirida antes da gestação. Já a avidez baixa sugere uma infecção aguda recente, com maior risco de transmissão fetal. A conduta diante de uma gestante com IgG e IgM reagentes e avidez forte é de tranquilização, pois o risco de toxoplasmose congênita é desprezível. Não há necessidade de tratamento específico para a gestante ou para o feto. Em contraste, avidez baixa ou infecção aguda confirmada requer acompanhamento rigoroso, tratamento com espiramicina e, em casos de infecção fetal confirmada, pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para solicitar o teste de avidez de IgG na gestação?

O teste de avidez de IgG é solicitado em gestantes com sorologia para toxoplasmose que apresentem IgG e IgM reagentes, sem sorologias prévias, para determinar se a infecção é recente ou antiga.

Como a avidez de IgG forte impacta a conduta na gestação?

Avidez de IgG forte indica que a infecção ocorreu há mais de 4 meses, ou seja, antes da gestação atual. Nesses casos, o risco de transmissão congênita é mínimo, e geralmente não há necessidade de tratamento específico ou acompanhamento intensivo para toxoplasmose.

Qual a diferença entre avidez forte e avidez baixa para toxoplasmose?

Avidez forte sugere infecção crônica (adquirida há mais de 4 meses), enquanto avidez baixa é indicativa de infecção recente (adquirida nos últimos 3-4 meses). Essa distinção é crucial para avaliar o risco de toxoplasmose congênita.

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