SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2020
Gestante de 12 semanas, primigesta e assintomática, em consulta pré-natal, apresenta sorologia para toxoplasmose IgM positivo e IgG positivo. O próprio laboratório enviou teste confirmatório do IgM positivo. Diante do resultado do exame, o médico solicita Teste de Avidez de IgG, cujo resultado indica fraca avidez. De acordo com o quadro descrito, indique a conduta medicamentosa (nome da droga) inicial.
Gestante < 16 sem + IgM/IgG (+) + Baixa Avidez → Iniciar Espiramicina.
A baixa avidez de IgG em gestantes com menos de 16 semanas confirma infecção aguda recente, exigindo profilaxia imediata da transmissão vertical.
O manejo da toxoplasmose na gestação é focado na prevenção da transmissão vertical e na redução das sequelas fetais. O rastreio sorológico inicial busca identificar gestantes suscetíveis (IgG negativo) ou com infecção aguda (IgM positivo). O teste de avidez é a ferramenta crucial para datar a infecção quando o IgM é positivo no início da gravidez. Se a avidez for baixa em gestação inicial, a espiramicina deve ser iniciada imediatamente. A vigilância fetal com ultrassonografias seriadas e, se indicado, amniocentese após 18 semanas, complementa o acompanhamento para decidir a manutenção da profilaxia ou mudança para tratamento fetal.
O teste de avidez de IgG é útil quando solicitado em gestantes com menos de 16 semanas que apresentam IgM e IgG reagentes. Uma alta avidez (>60%) exclui infecção adquirida nos últimos 4 meses, tranquilizando quanto ao risco fetal. Uma baixa avidez sugere infecção recente, indicando necessidade de tratamento.
A espiramicina é um macrolídeo que não atravessa a barreira placentária de forma eficaz, mas se concentra na placenta. Seu objetivo principal é prevenir a transmissão vertical do Toxoplasma gondii da mãe para o feto. Ela é indicada assim que confirmada ou fortemente suspeitada a infecção aguda materna.
O esquema tríplice (sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico) é indicado após a 16ª semana de gestação se houver confirmação de infecção fetal (via PCR do líquido amniótico) ou se a infecção materna ocorrer tardiamente na gestação, pois essas drogas atravessam a placenta e tratam o feto.
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