HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2023
A toxoplasmose é uma infecção muito comum, mas a manifestação clínica da doença é rara. Sobre esta infecção é incorreto afirmar: (Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo de Notificação e Investigação: Toxoplasmose gestacional e congênita. 2018.)
Gestante suscetível à toxoplasmose = IgM e IgG NÃO REAGENTES.
Uma gestante é considerada suscetível à toxoplasmose quando seus resultados sorológicos para IgM e IgG anti-Toxoplasma gondii são ambos não reagentes, indicando que ela nunca teve contato com o parasita e, portanto, não possui imunidade.
A toxoplasmose é uma zoonose causada pelo parasita *Toxoplasma gondii*, com alta prevalência na população mundial, mas que raramente causa doença clínica em indivíduos imunocompetentes. No entanto, a infecção durante a gestação é de grande preocupação devido ao risco de transmissão congênita, que pode levar a malformações graves no feto. O diagnóstico e o manejo adequados da toxoplasmose gestacional são cruciais para a saúde materno-fetal. A interpretação da sorologia para toxoplasmose em gestantes é um ponto chave. Uma gestante é considerada 'suscetível' quando apresenta resultados não reagentes para ambos os anticorpos IgM e IgG anti-T. gondii. Isso significa que ela nunca teve contato com o parasita e não possui imunidade, estando em risco de adquirir a infecção primária durante a gestação, o que aumenta o risco de transmissão congênita. Portanto, a alternativa B, que afirma que gestantes com IgM e IgG não reagentes são suscetíveis, está correta, e a questão pede a INCORRETA. As outras alternativas descrevem corretamente aspectos do diagnóstico e manejo: uma gestante suspeita tem IgM reagente ou indeterminado (A); a reinfecção pode ser caracterizada por IgM reagente novamente em quem tinha infecção crônica (C); e um IgG reagente mais de três meses antes da concepção descarta toxoplasmose aguda gestacional (D). A pesquisa direta de *T. gondii* na saliva (E) não é um método padrão para confirmação em gestantes suspeitas; a confirmação geralmente envolve testes mais específicos como PCR em líquido amniótico ou testes de avidez de IgG.
O diagnóstico de infecção aguda em gestantes é feito pela presença de IgM reagente/positivo e IgG reagente/positivo, com avidez de IgG baixa (se disponível), ou pela soroconversão (IgG não reagente para reagente) entre duas amostras.
Gestantes suscetíveis devem evitar o consumo de carne crua ou malpassada, lavar bem frutas e vegetais, evitar contato com fezes de gatos e usar luvas ao manusear terra ou jardinagem, além de lavar as mãos frequentemente.
A reinfecção por Toxoplasma gondii é rara em gestantes imunocompetentes com infecção crônica e imunidade estabelecida. No entanto, em casos de imunodeficiência ou infecção por cepas diferentes, a reinfecção pode ocorrer, sendo a identificação de IgM reagente novamente um sinal de alerta.
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