HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025
E.G.C., 25 anos, iniciou pré-natal com idade gestacional de 10 semanas e apresenta os seguintes resultados sorológicos para toxoplasmose:- IG 11 semanas: IgG e IgM não reagentes.- IG 22 semanas: IgG não reagente e IgM reagente.- IG 24 semanas: IgG e IgM reagentes e baixa avidez para IgG (15%).Com relação ao caso citado, assinale a alternativa correta.
Soroconversão na gestação com IgM reagente e baixa avidez IgG indica infecção aguda recente, exigindo tratamento com espiramicina e investigação fetal.
A sequência sorológica (IgG e IgM não reagentes → IgM reagente → IgG e IgM reagentes com baixa avidez) confirma uma soroconversão aguda para toxoplasmose. A baixa avidez de IgG indica infecção recente (menos de 3-4 meses), sendo crucial iniciar espiramicina para reduzir a transmissão vertical e investigar a infecção fetal.
A toxoplasmose na gestação é uma infecção de grande preocupação devido ao risco de transmissão vertical e suas consequências para o feto, incluindo abortamento, prematuridade e malformações congênitas. O diagnóstico precoce e a correta interpretação dos exames sorológicos são cruciais para o manejo adequado. A soroconversão, caracterizada pela mudança de um perfil sorológico negativo (IgG e IgM não reagentes) para um positivo (IgM reagente, seguido por IgG reagente), é o principal indicador de infecção aguda durante a gravidez. O teste de avidez de IgG é uma ferramenta diagnóstica essencial para determinar o tempo da infecção. Uma baixa avidez de IgG, na presença de IgM reagente, indica que a infecção ocorreu há menos de 3-4 meses, confirmando a fase aguda e o risco para o feto. Em contraste, uma alta avidez de IgG, mesmo com IgM reagente, sugere uma infecção pregressa, geralmente antes da gestação, com menor risco de transmissão vertical. A idade gestacional no momento da infecção é um fator determinante para o risco e a gravidade da infecção fetal, sendo o segundo trimestre o período de maior risco de transmissão, embora o primeiro trimestre esteja associado a formas mais graves. A conduta diante de uma soroconversão aguda no segundo trimestre envolve o início imediato de espiramicina, um antibiótico que atravessa a placenta e reduz a taxa de transmissão vertical, sem tratar o feto já infectado. Paralelamente, deve-se investigar a infecção fetal por meio de ultrassonografias seriadas e, se indicado, amniocentese para pesquisa de DNA de Toxoplasma gondii no líquido amniótico. Em caso de infecção fetal confirmada, o esquema terapêutico é alterado para sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico, visando tratar o feto e minimizar as sequelas da toxoplasmose congênita.
IgG e IgM não reagentes indicam ausência de infecção. IgG reagente e IgM não reagente sugerem infecção pregressa. IgM reagente (com ou sem IgG reagente) levanta suspeita de infecção aguda, que é confirmada pela soroconversão ou baixa avidez de IgG.
O teste de avidez de IgG é crucial para datar a infecção. Baixa avidez de IgG, em conjunto com IgM reagente, indica infecção recente (geralmente nos últimos 3-4 meses). Alta avidez de IgG, com IgM reagente, sugere infecção pregressa, minimizando o risco fetal.
O tratamento inicial para toxoplasmose aguda na gestação é a espiramicina, que visa reduzir o risco de transmissão vertical para o feto. Se houver confirmação de infecção fetal, o esquema terapêutico muda para sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico.
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