CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2024
Gestante de 12 semanas comparece a consulta pré-natal de rotina com resultados de exames laboratoriais. A sorologia de toxoplasmose evidenciou IgM negativo e IgG positivo. A conduta a ser tomada é:
Gestante IgM negativo + IgG positivo → imunidade prévia, sem risco de transmissão fetal ativa.
Uma gestante com IgM negativo e IgG positivo para toxoplasmose indica uma infecção preexistente (crônica) que ocorreu antes da gestação. Nesse cenário, a mãe já possui anticorpos protetores, e o risco de transmissão vertical para o feto é considerado desprezível, não havendo necessidade de tratamento ou investigação adicional.
A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii, e sua aquisição durante a gestação representa um risco significativo de transmissão vertical e desenvolvimento de toxoplasmose congênita, com potenciais sequelas graves para o feto. O rastreamento sorológico no pré-natal é fundamental para identificar o status imunológico da gestante e guiar a conduta. A interpretação correta da sorologia é crucial. Uma gestante com IgM negativo e IgG positivo indica uma infecção preexistente, ou seja, a mulher já teve contato com o parasita antes da gravidez e desenvolveu anticorpos protetores. Nesse cenário, ela está imune e o risco de transmissão vertical para o feto é considerado desprezível, não sendo necessário tratamento ou investigação adicional. Por outro lado, a presença de IgM positivo (com ou sem IgG positivo) ou a soroconversão (IgG negativo para positivo) durante a gestação indicam infecção aguda e requerem investigação e tratamento imediatos, geralmente com espiramicina, para reduzir o risco de transmissão fetal. O conhecimento desses cenários é vital para a prática obstétrica e para a saúde materno-fetal.
Essa combinação sorológica indica que a gestante teve contato com o Toxoplasma gondii em algum momento antes da gravidez e desenvolveu imunidade. Não há infecção aguda e, portanto, o risco de transmissão vertical para o feto é mínimo ou inexistente.
A toxoplasmose congênita pode causar uma série de problemas, incluindo hidrocefalia, calcificações intracranianas, coriorretinite, microcefalia, convulsões e retardo psicomotor, especialmente se a infecção materna ocorrer no primeiro ou segundo trimestre.
A espiramicina é indicada quando há suspeita ou confirmação de infecção aguda materna (IgM positivo, ou soroconversão) para reduzir o risco de transmissão placentária ao feto, antes da confirmação da infecção fetal.
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