UFSCar - Hospital Universitário de São Carlos (SP) — Prova 2020
Primípara, 32 semanas de gestação, realizando a primeira consulta de pré-natal, apresenta quadro sorológico confirmado de toxoplasmose. Que conduta terapêutica deverá ser estabelecida?
Toxoplasmose gestacional confirmada >18 semanas ou com infecção fetal → Sulfadiazina + Pirimetamina + Ácido Folínico.
Em gestantes com toxoplasmose confirmada e idade gestacional avançada (32 semanas), especialmente se há suspeita ou confirmação de infecção fetal, o tratamento de escolha é a combinação de Sulfadiazina, Pirimetamina e Ácido Folínico. A Espiramicina é usada para prevenir a transmissão materno-fetal quando a infecção fetal não está confirmada.
A toxoplasmose na gestação é uma preocupação significativa devido ao risco de transmissão congênita e suas graves consequências para o feto. O diagnóstico precoce e a conduta terapêutica adequada são cruciais. A sorologia positiva para toxoplasmose em uma gestante primípara de 32 semanas exige uma avaliação cuidadosa para determinar o status da infecção fetal. A conduta terapêutica depende da idade gestacional e da confirmação ou suspeita de infecção fetal. Se a infecção fetal é confirmada (por amniocentese, por exemplo) ou se a gestante está em um estágio avançado da gestação (geralmente após 18 semanas) com alta probabilidade de infecção fetal, o regime tríplice com Sulfadiazina, Pirimetamina e Ácido Folínico é o tratamento de escolha. Este regime visa tratar o feto já infectado e reduzir a gravidade da doença congênita. A Espiramicina, por outro lado, é utilizada principalmente para prevenir a transmissão materno-fetal quando a infecção fetal ainda não foi confirmada. O ácido folínico é essencial para mitigar os efeitos mielossupressores da pirimetamina. O acompanhamento rigoroso da gestante e do feto é fundamental para monitorar a resposta ao tratamento e identificar possíveis complicações.
Quando a infecção fetal é confirmada ou altamente provável, o tratamento é com Sulfadiazina, Pirimetamina e Ácido Folínico.
A Espiramicina é indicada para gestantes com toxoplasmose aguda para reduzir o risco de transmissão materno-fetal, antes da confirmação da infecção fetal.
O ácido folínico é administrado junto com a pirimetamina para prevenir a mielossupressão, um efeito adverso comum da pirimetamina.
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