PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2020
A toxoplasmose durante a gestação deve ser tratada tão precoce quanto possível. Se no município em que a gestante acompanha o pré-natal não for possível realizar PCR de líquido amniótico, o tratamento deve ocorrer seguinte maneira, exceto:
Toxoplasmose gestacional: Espiramicina até confirmação fetal; após 16 semanas com infecção fetal confirmada, usar Sulfadiazina + Pirimetamina + Ácido Folínico.
O tratamento da toxoplasmose na gestação visa reduzir o risco de transmissão congênita e minimizar a gravidade da doença fetal. A escolha do esquema terapêutico depende da idade gestacional e da confirmação ou suspeita de infecção fetal, sendo a espiramicina para profilaxia e a tríplice terapia para tratamento da infecção fetal.
A toxoplasmose é uma infecção parasitária que, quando adquirida durante a gestação, pode levar à toxoplasmose congênita, com consequências graves para o feto, incluindo coriorretinite, hidrocefalia e calcificações intracranianas. O diagnóstico precoce da infecção materna e o tratamento adequado são fundamentais para minimizar esses riscos. O tratamento da toxoplasmose gestacional varia conforme a idade gestacional e a confirmação ou não da infecção fetal. Até a 16ª semana de gestação, ou enquanto a infecção fetal não é confirmada, a espiramicina é a droga de escolha, atuando na placenta para reduzir a transmissão vertical. A partir da 16ª semana, se houver confirmação de infecção fetal (por exemplo, PCR positivo no líquido amniótico), ou se o PCR não for disponível e houver forte suspeita, inicia-se a tríplice terapia com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico. O ácido folínico é essencial para mitigar os efeitos mielossupressores da pirimetamina. É crucial que o tratamento seja mantido até o parto, não devendo ser suspenso em nenhuma fase da gestação, pois a interrupção pode permitir a progressão da infecção fetal. A decisão de qual esquema usar (espiramicina ou tríplice terapia) deve ser cuidadosamente avaliada, considerando os riscos e benefícios para a mãe e o feto, e a disponibilidade de métodos diagnósticos.
A espiramicina é utilizada para profilaxia da transmissão vertical, reduzindo o risco de infecção fetal quando a infecção materna é recente e a infecção fetal ainda não foi confirmada.
A tríplice terapia é indicada a partir da 16ª semana de gestação, ou após a organogênese, quando há confirmação de infecção fetal (ex: PCR positivo no líquido amniótico) ou forte suspeita.
O ácido folínico é administrado para prevenir os efeitos mielossupressores da pirimetamina, como anemia megaloblástica e leucopenia, que podem ocorrer devido à inibição da diidrofolato redutase.
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