SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2022
Paciente procura o pré-natal com exames de toxoplasmose: IgM e IgG positivos por ELISA. Encontra-se na 12ª semana de gestação. A pesquisa de avidez revela taxas altas. Qual a conduta nesse caso?
Toxoplasmose gestacional: IgM+, IgG+, avidez alta → Infecção pregressa, sem risco fetal agudo.
Em gestantes com IgM e IgG positivos para toxoplasmose, um teste de avidez de IgG alto indica que a infecção ocorreu há mais de 4 meses, ou seja, antes da gestação ou no início, minimizando o risco de transmissão congênita ativa.
A toxoplasmose na gestação é uma preocupação significativa devido ao risco de transmissão congênita e suas potenciais sequelas graves para o feto. O diagnóstico preciso da data da infecção é fundamental para determinar a conduta e o prognóstico. A triagem sorológica com IgM e IgG é o primeiro passo, mas a interpretação exige cautela. Quando IgM e IgG são ambos positivos, o teste de avidez de IgG torna-se essencial. A avidez mede a força de ligação dos anticorpos IgG ao antígeno. Uma avidez alta (>60%) indica que a infecção é antiga (ocorrida há mais de 4 meses), enquanto uma avidez baixa (<30%) sugere infecção recente. A fisiopatologia da transmissão fetal é maior quando a infecção materna é aguda e ocorre no primeiro e segundo trimestres. A conduta depende da datação da infecção. Se a avidez é alta, a infecção é considerada pregressa, e não há necessidade de tratamento ou intervenção adicional, apenas acompanhamento pré-natal de rotina. Em casos de infecção aguda ou recente (avidez baixa), a espiramicina é indicada para reduzir o risco de transmissão fetal, e a amniocentese pode ser considerada para diagnóstico fetal direto.
O teste de avidez de IgG é crucial para datar a infecção por toxoplasmose. Uma avidez alta (>60%) indica que a infecção ocorreu há mais de 4 meses, sugerindo que é pregressa à gestação ou muito inicial, com baixo risco de transmissão fetal.
A suspeita de infecção aguda ocorre com IgM positivo e IgG negativo ou com IgM positivo e IgG positivo com avidez baixa, indicando infecção recente. Nesses casos, a profilaxia e investigação fetal são indicadas.
Se o teste de avidez de IgG for alto, confirmando infecção pregressa, a conduta é tranquilizar o casal, pois o risco de transmissão congênita é mínimo, e não há necessidade de tratamento específico ou interrupção da gestação.
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