SMS São José dos Pinhais - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2015
O Toxomoplasma gondii é o agente etiológico da toxoplasmose, importante infecção que deve ser diagnosticada no período pré-natal. Com relação à infecção por toxoplasmose, assinale a alternativa correta:
Alta avidez de IgG para Toxoplasma gondii indica infecção crônica (>3-4 meses), útil para datar a infecção na gestação.
A avidez de IgG é um marcador temporal importante na toxoplasmose gestacional. Alta avidez (>60%) sugere infecção adquirida há mais de 3-4 meses, enquanto baixa avidez (<30%) indica infecção recente (nos últimos 3-4 meses), crucial para o manejo da gestante.
A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii, de grande relevância na gestação devido ao risco de transmissão congênita e suas graves consequências para o feto. O diagnóstico pré-natal é essencial e baseia-se na sorologia materna, que inclui a pesquisa de anticorpos IgM e IgG. A interpretação correta desses resultados, especialmente a avidez de IgG, é fundamental para determinar o momento da infecção e guiar a conduta. A avidez de IgG é um teste crucial para datar a infecção. Uma alta avidez de IgG (>60%) indica que a infecção ocorreu há mais de 3 a 4 meses, sugerindo uma infecção crônica e, portanto, um risco muito baixo de transmissão fetal se a gestação for recente. Por outro lado, uma baixa avidez de IgG (<30%) sugere uma infecção recente, nos últimos 3 a 4 meses, o que eleva a preocupação com a transmissão congênita e exige investigação adicional, como a pesquisa do parasita no líquido amniótico. O tratamento da toxoplasmose na gestação visa reduzir a transmissão materno-fetal e tratar a infecção fetal. A espiramicina é utilizada para profilaxia da transmissão vertical. Se a infecção fetal for confirmada, o esquema terapêutico envolve pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico, que são eficazes contra os taquizoítos. É importante ressaltar que a gravidade da infecção fetal é inversamente proporcional à idade gestacional no momento da infecção, sendo mais grave no primeiro trimestre.
A avidez de IgG mede a força de ligação do anticorpo ao antígeno. Uma alta avidez (>60%) indica uma infecção crônica, ocorrida há mais de 3-4 meses, enquanto uma baixa avidez (<30%) sugere infecção recente, nos últimos 3-4 meses, sendo crucial para decidir a conduta.
As principais vias são a ingestão de carne crua ou malcozida contendo cistos, contato com fezes de gatos infectados (oocistos) e, menos comum, transplante de órgãos. A prevenção inclui cozinhar bem as carnes, lavar frutas e vegetais, evitar contato com fezes de gatos e usar luvas na jardinagem.
O tratamento varia conforme o momento da infecção e a confirmação de infecção fetal. Espiramicina é usada para reduzir a transmissão materno-fetal. Se houver infecção fetal confirmada, usa-se pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico, que agem contra os taquizoítos.
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