SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2020
Gestante de 12 semanas, primigesta e assintomática, em consulta pré-natal, apresenta sorologia para toxoplasmose IgM positivo e IgG positivo. O próprio laboratório enviou teste confirmatório do IgM positivo. Diante do resultado do exame, o médico solicita Teste de Avidez de IgG, cujo resultado indica fraca avidez. De acordo com o quadro descrito, cite o trimestre gestacional de maior risco de infecção fetal pelo Toxoplasma gondii.
Toxoplasmose aguda na gestação: risco de transmissão fetal ↑ com a idade gestacional, sendo maior no 3º trimestre.
Embora o risco de transmissão fetal da toxoplasmose seja maior no terceiro trimestre, a gravidade da doença congênita é inversamente proporcional à idade gestacional no momento da infecção, sendo mais grave quando a infecção materna ocorre no primeiro trimestre.
A toxoplasmose na gestação é uma preocupação significativa devido ao risco de transmissão congênita, que pode levar a malformações e sequelas graves no feto, como coriorretinite, hidrocefalia e calcificações cerebrais. O diagnóstico da infecção materna aguda é feito pela sorologia, onde a presença de IgM positivo e IgG positivo, com um teste de avidez de IgG fraca, indica uma infecção recente, geralmente adquirida nos últimos 3 a 4 meses. O risco de transmissão do Toxoplasma gondii para o feto varia ao longo da gestação. Ele é inversamente proporcional à idade gestacional no momento da infecção materna para a gravidade da doença fetal, mas diretamente proporcional para a probabilidade de transmissão. Ou seja, o risco de infecção fetal é menor no primeiro trimestre (cerca de 15%), mas se ocorrer, a doença é mais grave. Já no terceiro trimestre, o risco de transmissão é maior (cerca de 60-80%), mas a doença fetal tende a ser menos grave ou assintomática ao nascimento. Diante de uma infecção aguda confirmada na gestação, o tratamento materno com espiramicina é indicado para reduzir o risco de transmissão vertical. Se houver confirmação de infecção fetal (por amniocentese com PCR para Toxoplasma), o tratamento é alterado para pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico. O acompanhamento ultrassonográfico detalhado é essencial para monitorar sinais de infecção fetal.
A presença de IgM positivo e IgG positivo, com um teste de avidez de IgG fraca (baixo índice de avidez), sugere uma infecção recente, geralmente adquirida nos últimos 3 a 4 meses, indicando toxoplasmose aguda na gestação.
O risco de transmissão do Toxoplasma gondii para o feto aumenta progressivamente com a idade gestacional, sendo maior no terceiro trimestre. No entanto, a gravidade da doença congênita é maior se a infecção ocorrer no primeiro trimestre.
O teste de avidez de IgG é crucial para datar a infecção. Uma avidez alta geralmente exclui infecção recente (adquirida nos últimos 3-4 meses), enquanto uma avidez baixa sugere infecção aguda, auxiliando na decisão sobre a conduta e tratamento.
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