SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2024
Uma gestante previamente hígida iniciou o pré-natal e coletou os exames da primeira rotina com 10 semanas. O resultado da sorologia para toxoplasmose foi IgG reagente, IgM reagente e avidez alta. Assinale a alternativa CORRETA:
Toxoplasmose gestacional: IgM reagente + Avidez alta → Infecção antiga, não na gestação atual.
A presença de IgM reagente com IgG de alta avidez em gestantes indica uma infecção por toxoplasmose adquirida há mais de 4 meses, descartando a infecção aguda durante a gestação atual e, portanto, o risco de transmissão congênita neste momento.
A toxoplasmose na gestação é uma preocupação significativa devido ao risco de transmissão congênita e suas potenciais sequelas graves para o feto. O diagnóstico preciso da data da infecção é crucial para determinar a conduta e o prognóstico. A sorologia é a principal ferramenta diagnóstica, avaliando os níveis de IgG e IgM. O IgG reagente indica contato prévio com o parasita, enquanto o IgM reagente sugere infecção recente. No entanto, o IgM pode persistir por meses ou até anos após a infecção aguda, tornando sua interpretação isolada desafiadora. É nesse contexto que o teste de avidez do IgG se torna indispensável. A avidez do IgG mede a força da ligação entre o anticorpo e o antígeno. Uma avidez alta (>60%) indica que a infecção ocorreu há pelo menos 12 a 16 semanas, descartando uma infecção aguda na gestação atual, especialmente se a gestação tem menos tempo. Assim, uma gestante com IgM reagente e IgG de alta avidez pode ser tranquilizada de que a infecção é antiga e não representa risco de toxoplasmose congênita para o feto na gestação em curso, permitindo um pré-natal de risco habitual.
O teste de avidez do IgG é fundamental para datar a infecção. Uma avidez alta (>60%) geralmente indica que a infecção ocorreu há mais de 4 meses (16 semanas), enquanto uma avidez baixa sugere infecção recente.
Essa combinação indica uma infecção antiga por toxoplasmose, adquirida antes da gestação atual, pois a avidez alta descarta uma infecção recente, apesar da persistência do IgM.
Se a infecção é comprovadamente antiga (avidez alta), não há risco de transmissão congênita na gestação atual, e a gestante pode seguir o pré-natal de risco habitual, sem necessidade de tratamento específico para toxoplasmose.
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