FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2021
Paciente secundigesta, IG:33 semanas, traz resultados de exames de pré-natal realizados há 1 semana, que evidenciaram soroconversão para Toxoplasmose. Diante de tal diagnóstico, a conduta adequada é:
Soroconversão para Toxoplasmose na gestação → iniciar pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico para tratar feto.
A soroconversão para toxoplasmose na gestação, especialmente no segundo ou terceiro trimestre, indica infecção materna recente e alto risco de transmissão fetal. Nesses casos, o tratamento com pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico é essencial para tratar o feto e reduzir a gravidade da toxoplasmose congênita.
A toxoplasmose é uma infecção parasitária que, quando adquirida durante a gestação, pode ter consequências graves para o feto, resultando na toxoplasmose congênita. A soroconversão materna, ou seja, a mudança de um resultado negativo para positivo para anticorpos IgG e/ou IgM, indica uma infecção recente e um risco de transmissão vertical. O manejo da toxoplasmose na gestação depende do momento da infecção e da confirmação da infecção fetal. Inicialmente, após a soroconversão, a espiramicina é frequentemente utilizada para reduzir o risco de transmissão para o feto. No entanto, se houver evidência de infecção fetal (confirmada por PCR do líquido amniótico, por exemplo), a conduta muda. Quando a infecção fetal é confirmada ou altamente suspeita, especialmente no segundo ou terceiro trimestre, o tratamento deve ser mais abrangente para atingir o parasita no feto. A combinação de pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico é o regime de escolha nesses casos, pois atravessa a placenta e atua diretamente no feto, reduzindo a gravidade das manifestações da toxoplasmose congênita. O ácido folínico é administrado para prevenir a mielossupressão causada pela pirimetamina.
A toxoplasmose congênita pode causar uma série de problemas, incluindo coriorretinite, hidrocefalia, calcificações intracranianas, microcefalia, retardo do desenvolvimento psicomotor, convulsões e surdez, com gravidade variável.
A espiramicina é indicada inicialmente quando há suspeita ou confirmação de infecção materna recente por toxoplasmose, antes da confirmação da infecção fetal, com o objetivo de reduzir o risco de transmissão vertical.
O PCR do líquido amniótico é crucial para confirmar a infecção fetal após a soroconversão materna. Se positivo, indica que o feto foi infectado, justificando o tratamento com pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico.
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