HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2024
Durante o seguimento de pré-natal são recomendados pelo Ministério da Saúde alguns rastreamentos. Dentre eles, o rastreamento de toxoplasmose aguda na gestação, em especial nas regiões em que o consumo de carne bovina é maior, principalmente o consumo de carnes malpassadas ou cruas. Uma gestante comparece à UBS para primeira consulta de pré-natal com seus exames. O médico assistente verifica que a paciente está com gestação única de 13 semanas, toxoplasmose IGM positivo e IGG negativo. Analise a situação exposta acima e assinale a alternativa que contém a conduta adequada a ser tomada.
Gestante IGM+ IGG- → toxoplasmose aguda provável → iniciar espiramicina e repetir sorologia.
Em gestantes com IGM positivo e IGG negativo para toxoplasmose, a conduta inicial é considerar infecção aguda recente, iniciar espiramicina para reduzir a transmissão vertical e repetir a sorologia (IGG e IGM) em 3 semanas para confirmar a soroconversão e definir a continuidade do tratamento.
A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii, e sua aquisição durante a gestação pode levar à toxoplasmose congênita, com graves consequências para o feto, incluindo aborto, prematuridade, hidrocefalia, calcificações intracranianas e coriorretinite. O rastreamento pré-natal é fundamental para identificar gestantes suscetíveis e diagnosticar infecções agudas. A fisiopatologia da transmissão vertical ocorre quando a gestante adquire a infecção aguda, e o parasita atravessa a barreira placentária. O risco de transmissão e a gravidade das sequelas fetais variam com a idade gestacional no momento da infecção. A sorologia (IGM e IGG) é a principal ferramenta diagnóstica. IGM positivo e IGG negativo indicam infecção aguda recente. O manejo da toxoplasmose aguda na gestação é complexo e visa prevenir a transmissão vertical e tratar o feto infectado. A conduta inicial para IGM positivo e IGG negativo é iniciar espiramicina para reduzir a transmissão placentária. A sorologia deve ser repetida em 3 semanas para confirmar a soroconversão do IGG. Se houver confirmação de infecção fetal (por amniocentese ou ultrassom), o tratamento pode ser escalonado para sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico, que têm ação mais potente contra o parasita no feto.
Essa combinação sorológica sugere uma infecção aguda recente por toxoplasmose, que é o período de maior risco de transmissão vertical para o feto. É crucial agir rapidamente para minimizar os riscos.
A conduta inicial é iniciar imediatamente a espiramicina para reduzir o risco de transmissão vertical e repetir a sorologia (IGG e IGM) em 3 semanas para confirmar a soroconversão e reavaliar o tratamento, podendo escalar para outras drogas se houver infecção fetal.
A espiramicina atravessa a placenta em menor grau e atua principalmente na placenta, reduzindo a parasitemia materna e, consequentemente, o risco de transmissão do parasita para o feto, sem tratar a infecção fetal já estabelecida.
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