MedEvo Simulado — Prova 2026
Uma gestante de 22 anos, primigesta, em sua segunda consulta de pré-natal com 20 semanas de idade gestacional, apresenta resultados de exames laboratoriais. Na primeira consulta, realizada com 8 semanas de gestação, a sorologia para toxoplasmose apresentava IgG não reagente e IgM não reagente. O exame atual, colhido há três dias, demonstra IgG reagente (150 UI/mL) e IgM reagente (3,5 - índice de referência < 0,8). A paciente nega sintomas como febre ou linfonodomegalia e a ultrassonografia morfológica de segundo trimestre, realizada na mesma data, não evidenciou alterações morfológicas fetais, apresentando biometria condizente com a idade gestacional e índice de líquido amniótico normal. Diante da confirmação de soroconversão materna, a conduta mais adequada para o caso é:
Soroconversão após 18 semanas → Iniciar Espiramicina + Amniocentese (PCR) para avaliar infecção fetal.
A soroconversão materna confirma infecção aguda. A conduta imediata é iniciar espiramicina para proteção placentária e realizar amniocentese para diagnóstico fetal.
A toxoplasmose na gestação exige diagnóstico e intervenção rápidos para minimizar o risco de transmissão vertical e sequelas fetais. A soroconversão documentada entre o primeiro e segundo trimestres é prova de infecção aguda. O protocolo brasileiro recomenda o início imediato de espiramicina 1g de 8/8h. A investigação de infecção fetal via amniocentese é fundamental; se a PCR for positiva, o tratamento deve ser alterado para o esquema tríplice (sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico) para tratar o feto, independentemente da ultrassonografia morfológica normal.
É a positivação dos anticorpos IgG em uma paciente que anteriormente apresentava IgG e IgM não reagentes, indicando infecção adquirida durante a gestação.
A espiramicina é um macrolídeo que se concentra na placenta, agindo como barreira para reduzir a transmissão vertical, mas não atravessa a barreira hematoencefálica fetal.
Deve ser realizada a partir de 18 semanas de gestação e pelo menos 4 semanas após a suspeita da infecção materna, utilizando a PCR para detectar o DNA do parasita.
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