CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2021
Gestante 12 semanas com sorologia para toxoplasmose IgM e IgG positivo. Qual a conduta CORRETA?
Gestante IgM+ IgG+ toxoplasmose → Solicitar Avidez IgG para datar infecção.
Em gestantes com IgM e IgG positivos para toxoplasmose, a Avidez de IgG é crucial para determinar se a infecção é recente (baixa avidez) ou pregressa (alta avidez). Essa distinção é vital para definir a conduta, pois apenas a infecção aguda durante a gestação representa risco de transmissão congênita.
A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii, e sua aquisição durante a gestação representa um risco significativo de transmissão vertical para o feto, resultando na toxoplasmose congênita. O diagnóstico e a conduta corretos são cruciais no pré-natal para minimizar os riscos de sequelas graves para o recém-nascido. Quando uma gestante apresenta sorologia com IgM e IgG positivos para toxoplasmose, a interpretação inicial pode ser desafiadora. O IgM positivo pode indicar uma infecção recente, mas também pode persistir por meses ou até anos após a infecção. O IgG positivo indica exposição prévia ao parasita. Para diferenciar uma infecção aguda (com risco fetal) de uma infecção pregressa (onde a gestante já é imune e o risco é mínimo), o teste de avidez de IgG é fundamental. A avidez de IgG mede a força de ligação dos anticorpos IgG ao antígeno do Toxoplasma. Uma baixa avidez de IgG sugere uma infecção adquirida nos últimos 3 a 4 meses, indicando uma infecção aguda e, portanto, risco de transmissão congênita. Nesses casos, a conduta pode incluir o início de tratamento com espiramicina e investigação fetal. Uma alta avidez de IgG, por outro lado, indica uma infecção antiga (mais de 4 meses), e a gestante é considerada imune, sem risco de transmissão para a gestação atual, necessitando apenas de acompanhamento pré-natal de rotina.
A Avidez de IgG é solicitada para diferenciar uma infecção aguda recente de uma infecção pregressa. Se a avidez for baixa, sugere infecção recente (nos últimos 3-4 meses), com maior risco de transmissão congênita. Se for alta, indica infecção antiga, e a gestante é considerada imune.
A toxoplasmose congênita pode causar sérias sequelas no feto, como hidrocefalia, calcificações cerebrais, coriorretinite, surdez e retardo psicomotor. O risco e a gravidade das sequelas variam conforme a idade gestacional no momento da infecção materna.
O tratamento para toxoplasmose na gestação é iniciado quando há confirmação de infecção aguda materna (IgM positivo com baixa avidez de IgG, ou soroconversão) ou suspeita de infecção fetal. A espiramicina é usada para reduzir o risco de transmissão vertical, e o esquema tríplice (sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico) é reservado para casos de infecção fetal confirmada ou altamente provável.
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