UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015
Uma paciente inscrita no programa de pré-natal de baixo risco realiza rastreamento para toxoplasmose na primeira consulta de oito semanas e são verificados resultados de IgG e IgM negativos. Na 20ª semana, solicita-se novo exame e são identificados IgG e IgM positivos com teste de avidez demonstrando baixa avidez. Nesse caso, a conduta adequada é:
Toxoplasmose gestacional: IgG/IgM negativos → positivos + baixa avidez = infecção aguda recente na gestação → tratar.
A soroconversão de IgG e IgM negativos para positivos durante a gestação, associada a um teste de avidez de IgG baixo, indica uma infecção aguda por toxoplasmose adquirida recentemente, provavelmente durante a gravidez, o que exige tratamento imediato para reduzir o risco de transmissão congênita.
A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii, e sua aquisição durante a gestação representa um risco significativo de transmissão vertical para o feto, resultando na toxoplasmose congênita. O rastreamento pré-natal é fundamental para identificar gestantes suscetíveis e diagnosticar infecções agudas, permitindo intervenções precoces para minimizar os danos fetais. O diagnóstico da toxoplasmose gestacional baseia-se na sorologia. Uma gestante com IgG e IgM negativos na primeira consulta é suscetível e deve repetir a sorologia mensalmente. A soroconversão (IgG e IgM negativos para positivos) durante a gestação, especialmente se acompanhada de baixa avidez de IgG, indica uma infecção aguda recente, provavelmente adquirida durante a gravidez. A baixa avidez de IgG é um marcador de infecção recente, geralmente nos últimos 3 a 4 meses. Diante de uma infecção aguda confirmada ou altamente provável na gestação, a conduta adequada é iniciar o tratamento com espiramicina imediatamente e mantê-lo durante toda a gestação. A espiramicina atravessa a placenta e se concentra nela, reduzindo o risco de transmissão do parasita para o feto. Se a infecção fetal for confirmada (por amniocentese, por exemplo), o esquema terapêutico pode ser alterado para pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico.
O teste de avidez de IgG é crucial para datar a infecção. Uma baixa avidez de IgG sugere uma infecção recente (geralmente adquirida nos últimos 3-4 meses), enquanto uma alta avidez indica uma infecção crônica e antiga, anterior à gestação.
Diante de uma infecção aguda confirmada ou altamente suspeita durante a gestação (como soroconversão com baixa avidez), a conduta inicial é iniciar o tratamento com espiramicina para reduzir o risco de transmissão vertical ao feto.
A toxoplasmose congênita pode causar coriorretinite, hidrocefalia, calcificações intracranianas e outras sequelas graves. O tratamento materno com espiramicina reduz significativamente o risco de transmissão placentária ao feto, e se houver confirmação de infecção fetal, um esquema tríplice pode ser indicado.
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