PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2020
Com relação aos resultados laboratoriais para toxoplasmose durante a gestação em gestantes imunocompetentes é correto afirmar:
Toxoplasmose gestacional: IgG- IgM+ → repetir em 21 dias; se persistir, considerar falso positivo.
Um resultado de IgG negativo e IgM positivo para toxoplasmose na gestante deve ser interpretado com cautela. É crucial repetir os exames em 21 dias; se o padrão se mantiver, a chance de ser um falso positivo é alta, e outras investigações podem ser necessárias para confirmar ou excluir a infecção aguda.
A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii, e sua aquisição durante a gestação representa um risco significativo de transmissão vertical para o feto, resultando na toxoplasmose congênita. Esta pode causar sequelas graves, como hidrocefalia, calcificações intracranianas e coriorretinite. A triagem sorológica é fundamental no pré-natal para identificar gestantes suscetíveis e diagnosticar infecções agudas. O diagnóstico sorológico baseia-se na detecção de anticorpos IgG e IgM. IgM positivo geralmente indica infecção recente, enquanto IgG positivo indica infecção passada ou imunidade. No entanto, a interpretação pode ser complexa. Um resultado de IgG negativo e IgM positivo pode ser um falso positivo para IgM, especialmente se não houver soroconversão de IgG após algumas semanas. Nesses casos, a repetição do exame em 21 dias é essencial. Se o IgG permanecer negativo e o IgM positivo, a probabilidade de falso positivo é alta, e outros testes, como o teste de avidez de IgG (se houver IgG positivo em algum momento), podem ser úteis para datar a infecção. O manejo da toxoplasmose na gestação depende do status sorológico e do momento da infecção. Gestantes IgG negativas devem ser orientadas sobre medidas preventivas. Em caso de infecção aguda confirmada (soroconversão de IgG ou IgG+ IgM+ com avidez baixa), o tratamento com espiramicina é iniciado para reduzir a transmissão vertical. Se a infecção fetal for confirmada (por amniocentese), o tratamento muda para sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico. O acompanhamento ultrassonográfico fetal é crucial para monitorar sinais de infecção congênita.
A triagem é crucial para identificar gestantes suscetíveis (IgG negativo) e orientá-las sobre medidas preventivas, ou para diagnosticar infecções agudas durante a gravidez, permitindo o tratamento precoce para reduzir o risco de toxoplasmose congênita.
Esse resultado sugere uma infecção recente. Nesses casos, o teste de avidez de IgG é fundamental. Avidez alta indica infecção antiga (mais de 3-4 meses), enquanto avidez baixa sugere infecção recente (menos de 3-4 meses), que requer tratamento e acompanhamento.
A espiramicina é indicada para gestantes com infecção aguda confirmada, principalmente quando a infecção fetal ainda não foi confirmada, para reduzir o risco de transmissão vertical para o feto. Se a infecção fetal for confirmada, o tratamento passa a ser com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico.
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