UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2015
Primigesta de 19 anos comparece em consulta de pré-natal na 8ª semana de gestação, trazendo sorologia para toxoplasmose IgG e IgM positiva. Assinale a resposta CORRETA.
Toxoplasmose gestacional IgG/IgM+ → Teste de avidez. Baixa avidez = infecção recente → Espiramicina.
Em gestantes com sorologia IgG e IgM positivas para toxoplasmose, o teste de avidez de IgG é crucial para determinar o tempo da infecção. Baixa avidez sugere infecção recente (nos últimos 3-4 meses), aumentando o risco de transmissão fetal e indicando tratamento imediato com espiramicina para reduzir a transmissão vertical.
A toxoplasmose na gestação é uma preocupação significativa devido ao risco de transmissão congênita, que pode levar a sequelas graves no feto. A infecção é causada pelo parasita *Toxoplasma gondii* e pode ser adquirida pelo consumo de carne crua ou malcozida, ou contato com fezes de gatos contaminados. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para minimizar os riscos. Quando uma gestante apresenta sorologia com IgG e IgM positivas, é fundamental determinar se a infecção é recente ou pregressa. O teste de avidez de IgG é a ferramenta diagnóstica chave para essa diferenciação. Uma alta avidez de IgG geralmente indica uma infecção adquirida há mais de 3-4 meses, com baixo risco de transmissão fetal. Já a baixa avidez de IgG sugere uma infecção recente, com maior probabilidade de transmissão vertical. Em casos de infecção recente (baixa avidez de IgG), o tratamento com espiramicina deve ser iniciado imediatamente. Este medicamento atua na placenta, reduzindo a chance de o parasita atingir o feto. Se houver confirmação de infecção fetal (por amniocentese, por exemplo), o esquema terapêutico pode ser alterado para sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico. O acompanhamento ultrassonográfico fetal é essencial para monitorar sinais de infecção congênita.
O primeiro passo é solicitar o teste de avidez de IgG. Este teste ajuda a determinar se a infecção é recente (baixa avidez) ou pregressa (alta avidez), o que é crucial para a conduta e avaliação do risco de transmissão fetal.
A espiramicina é um macrolídeo que se concentra na placenta e reduz o risco de transmissão vertical do parasita para o feto, sem tratar a infecção fetal já estabelecida. É uma medida profilática para o feto.
Baixa avidez de IgG indica uma infecção adquirida nos últimos 3 a 4 meses, o que aumenta significativamente o risco de transmissão congênita para o feto. Nesses casos, o tratamento com espiramicina deve ser iniciado imediatamente.
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