UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2023
Gestante, 24 anos, em consulta de pré-natal, traz exames do 1° trimestre, anteriormente solicitados pela enfermeira. Dentre eles, estão os resultados para toxoplasmose IgG reagente e IgM não reagente. Demais exames sem achados dignos de nota. A conduta adequada, nesse caso, é:
Toxoplasmose IgG reagente + IgM não reagente em gestante → infecção prévia, imunidade, sem risco de infecção aguda.
A presença de IgG reagente e IgM não reagente para toxoplasmose em gestante indica uma infecção pregressa, ou seja, a paciente já teve contato com o parasita e desenvolveu imunidade. Nesses casos, não há risco de infecção aguda durante a gestação atual, e novas sorologias não são necessárias.
A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii, de grande relevância no pré-natal devido ao risco de transmissão congênita e suas potenciais sequelas graves para o feto. O rastreamento sorológico é parte essencial do acompanhamento pré-natal para identificar gestantes suscetíveis, imunes ou com infecção aguda. A interpretação correta dos resultados é fundamental para a conduta adequada. A sorologia para toxoplasmose avalia a presença de anticorpos IgG e IgM. O IgM surge precocemente na infecção aguda e tende a desaparecer em alguns meses, enquanto o IgG aparece mais tardiamente, mas persiste por toda a vida, conferindo imunidade. Quando uma gestante apresenta IgG reagente e IgM não reagente, isso indica que ela já teve a infecção no passado e está imune, não havendo risco de infecção primária durante a gestação atual. Nesse cenário de imunidade preexistente, a gestante não necessita de novas sorologias para toxoplasmose, nem de tratamento ou acompanhamento de alto risco relacionado a essa infecção. A orientação é tranquilizar a paciente e continuar o pré-natal de rotina. O teste de avidez de IgG seria útil apenas se o IgM estivesse reagente, para datar a infecção e diferenciar uma infecção recente de uma antiga.
Significa que a gestante já teve contato com o parasita Toxoplasma gondii em algum momento da vida e desenvolveu imunidade, não havendo infecção aguda no momento.
Com IgG reagente e IgM não reagente, o risco de toxoplasmose congênita é praticamente nulo, pois a gestante já possui anticorpos protetores e não está em fase de infecção primária.
O teste de avidez é indicado quando a gestante apresenta IgM reagente e IgG reagente, para ajudar a diferenciar uma infecção recente (baixa avidez) de uma infecção pregressa (alta avidez), auxiliando na decisão terapêutica.
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