UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2021
Paciente gestante de 29 semanas de idade gestacional chega à Unidade Básica de Saúde portando sorologia para Toxoplasmose mostrando IgG e IgM positivos e teste de Avidez para IgG de 80%. Nesse caso, a conduta é:
Gestante IgG+ IgM+ com Avidez IgG alta → iniciar Espiramicina para profilaxia, investigar infecção fetal.
Em gestantes com sorologia para toxoplasmose mostrando IgG e IgM positivos e alta avidez de IgG, a infecção materna provavelmente é antiga (pré-gestacional ou no início da gravidez). Contudo, a presença de IgM ainda exige conduta, sendo a Espiramicina a primeira escolha para reduzir o risco de transmissão vertical enquanto se investiga a infecção fetal.
A toxoplasmose na gestação é uma preocupação significativa devido ao risco de transmissão vertical e às graves consequências para o feto, incluindo aborto, prematuridade e malformações congênitas. A interpretação da sorologia é crucial para o manejo adequado. IgG positivo indica contato prévio, enquanto IgM positivo sugere infecção recente. O teste de avidez de IgG é uma ferramenta importante para datar a infecção. Uma alta avidez de IgG (>60% ou >30% dependendo do kit) geralmente indica que a infecção ocorreu há mais de 12-16 semanas, sugerindo que a infecção é antiga e, portanto, o risco de transmissão fetal no momento da infecção é menor, especialmente se a infecção ocorreu antes da concepção. No entanto, a presença de IgM positivo ainda exige atenção. A conduta inicial em gestantes com IgG e IgM positivos, mesmo com avidez alta, é a administração de Espiramicina. Este antibiótico atravessa a placenta em menor grau e atua na prevenção da transmissão vertical para o feto. Se a infecção fetal for confirmada (geralmente por amniocentese ou ultrassonografias com sinais de infecção), o esquema terapêutico é alterado para Sulfadiazina e Pirimetamina, que têm maior penetração placentária e são mais eficazes no tratamento da infecção fetal estabelecida.
Um teste de avidez de IgG alto (>60% ou >30% dependendo do kit) sugere que a infecção por Toxoplasma gondii ocorreu há mais de 12-16 semanas, indicando uma infecção materna antiga (pré-gestacional ou no início da gravidez).
A conduta inicial é prescrever Espiramicina para a gestante até o final da gestação, com o objetivo de reduzir o risco de transmissão vertical, enquanto se realiza a investigação para confirmar ou descartar a infecção fetal.
Sulfadiazina e Pirimetamina são utilizados em combinação com Espiramicina quando a infecção fetal é confirmada, pois este esquema é mais eficaz no tratamento da infecção já estabelecida no feto.
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