IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2022
Gestante de 11 semanas, tem resultado de sorologia para toxoplasmose mostrando IgM positiva, lgG positiva com baixa avidez. Indica-se:
Toxoplasmose gestacional (IgM+ IgG+ baixa avidez) < 18 semanas → Espiramicina para reduzir transmissão vertical.
Em gestantes com sorologia indicativa de infecção aguda por toxoplasmose (IgM positivo, IgG positivo com baixa avidez), especialmente no primeiro trimestre, a espiramicina é a droga de escolha para profilaxia da transmissão vertical ao feto. A baixa avidez de IgG sugere infecção recente, geralmente nos últimos 3-4 meses.
A toxoplasmose na gravidez é uma preocupação significativa devido ao risco de transmissão vertical e suas graves consequências para o feto. A prevalência varia geograficamente, mas a infecção materna aguda, especialmente no primeiro e segundo trimestres, é associada aos piores desfechos fetais. O diagnóstico precoce e a intervenção adequada são cruciais para minimizar os riscos. A interpretação da sorologia é fundamental. IgM positivo indica infecção recente, enquanto IgG positivo indica exposição prévia. A avidez de IgG é um marcador importante para datar a infecção: baixa avidez sugere infecção recente (até 3-4 meses), enquanto alta avidez indica infecção antiga. Em caso de IgM positivo e IgG positivo com baixa avidez, assume-se infecção aguda durante a gestação. A fisiopatologia envolve a passagem do parasita pela placenta, podendo causar aborto, malformações ou doença congênita. O tratamento da toxoplasmose gestacional depende do estágio da gravidez e da confirmação da infecção fetal. A espiramicina é a primeira linha de tratamento para a mãe infectada, com o objetivo de reduzir a transmissão vertical. Se a infecção fetal for confirmada (por amniocentese), a terapia muda para sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico. O prognóstico fetal melhora significativamente com o tratamento materno precoce, destacando a importância da vigilância pré-natal e da correta interpretação dos exames.
IgM positivo e IgG positivo com baixa avidez em gestantes sugere uma infecção recente por Toxoplasma gondii, geralmente adquirida nos últimos 3 a 4 meses. Este perfil sorológico indica uma primoinfecção durante a gestação, exigindo conduta imediata para proteger o feto.
A conduta inicial para toxoplasmose aguda em gestantes no primeiro trimestre, antes da confirmação da infecção fetal, é a administração de espiramicina. Este antibiótico tem como objetivo reduzir o risco de transmissão vertical do parasita para o feto.
A espiramicina é indicada na toxoplasmose gestacional quando há evidência de infecção materna aguda (soroconversão, IgM positivo persistente, ou IgG com baixa avidez) e o feto ainda não foi diagnosticado com a infecção. Seu principal papel é profilático, diminuindo a chance de o parasita atravessar a placenta.
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