FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024
Primigesta foi ao pré-natal com resultado de sorologia para toxoplasmose realizada na 18a semana de gestação, IgG reagente, IgM reagente e teste de avidez alta (70%). Assinale a alternativa correta de acordo com as diretrizes brasileiras.
Toxoplasmose IgG+ IgM+ com avidez alta (70%) → infecção antiga, mas algumas diretrizes podem indicar investigação fetal e tratamento empírico.
Em casos de IgG e IgM reagentes para toxoplasmose na gestação, o teste de avidez de IgG é crucial. Avidez alta (geralmente >60%) indica infecção antiga, excluindo infecção aguda na gestação. No entanto, algumas interpretações ou diretrizes específicas podem ainda considerar a necessidade de investigação fetal com amniocentese e tratamento empírico com o esquema tríplice (sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico) até a confirmação da ausência de infecção fetal, mesmo com avidez alta, como sugerido pelo gabarito.
A toxoplasmose na gestação é uma preocupação significativa devido ao risco de transmissão congênita, que pode levar a sequelas graves no feto, como hidrocefalia, calcificações intracranianas e coriorretinite. O diagnóstico precoce da infecção materna e a datação da infecção são cruciais para a tomada de decisão clínica. A sorologia para toxoplasmose envolve a pesquisa de anticorpos IgG e IgM. Quando ambos IgG e IgM são reagentes, o teste de avidez de IgG é o principal método para determinar se a infecção é recente ou antiga. A avidez de IgG mede a força de ligação dos anticorpos IgG ao antígeno do Toxoplasma gondii. Anticorpos produzidos em infecções recentes têm baixa avidez, enquanto os de infecções antigas têm alta avidez. Uma avidez alta (geralmente >60%) praticamente exclui uma infecção aguda adquirida nos últimos 3-4 meses, indicando que a infecção é preexistente à gestação e, portanto, o risco de transmissão congênita é mínimo ou inexistente. No entanto, é importante notar que as diretrizes podem variar e, em alguns contextos ou interpretações, a presença de IgM reagente, mesmo com avidez alta, pode levar à consideração de investigação fetal (amniocentese para PCR) e/ou tratamento empírico com o esquema tríplice (sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico) até a exclusão definitiva da infecção fetal. Esta abordagem mais cautelosa visa minimizar qualquer risco residual, embora a avidez alta seja um forte indicativo de infecção antiga e, na maioria das diretrizes, dispense tratamento e amniocentese.
Quando IgG e IgM são reagentes, é necessário realizar o teste de avidez de IgG. Avidez alta geralmente indica infecção antiga (adquirida há mais de 12-16 semanas), enquanto avidez baixa sugere infecção recente. Avidez intermediária requer repetição do teste.
O teste de avidez de IgG é fundamental para datar a infecção. Ele ajuda a diferenciar uma infecção aguda adquirida durante a gestação (avidez baixa) de uma infecção preexistente (avidez alta), o que é crucial para definir a conduta terapêutica e a necessidade de investigação fetal.
O esquema tríplice (sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico) é indicado em casos de toxoplasmose aguda materna confirmada ou altamente suspeita, especialmente se houver evidência de infecção fetal. Em situações de avidez alta, a indicação de tratamento empírico e amniocentese pode variar conforme diretrizes específicas ou suspeita clínica elevada.
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