IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Paciente com 22 anos de idade, 10 semanas de gravidez, G2Pn1A0, sem história de febre, adenomegalia ou mal-estar, vem ao retorno de pré-natal com os seguintes resultados sorológicos para toxoplasmose: lgG 150,0 UI (cut-off: 2,0 UI), lgM 5,0 UI (cut-off: 0,5UI). Com base nos resultados sorológicos, assinale a melhor conduta inicial para o caso.
Toxoplasmose gestacional com IgG/IgM positivos → Avidez IgG para datar infecção e guiar conduta (espiramicina se infecção recente).
Em gestantes com sorologia IgG e IgM reagentes para toxoplasmose, o teste de avidez de IgG é crucial para determinar se a infecção é recente (baixa avidez) ou antiga (alta avidez), o que direciona a conduta e o tratamento materno com espiramicina para reduzir a transmissão fetal.
A toxoplasmose gestacional é uma infecção parasitária causada pelo Toxoplasma gondii que, quando adquirida durante a gravidez, pode levar à toxoplasmose congênita, com graves sequelas para o feto. A prevalência varia geograficamente, sendo um desafio importante no pré-natal. O diagnóstico precoce e a conduta adequada são cruciais para minimizar os riscos. O diagnóstico sorológico inicial envolve a pesquisa de anticorpos IgG e IgM. A presença de ambos reagentes indica uma possível infecção recente, mas não é conclusiva. Nesses casos, o teste de avidez de IgG é fundamental para diferenciar uma infecção aguda de uma infecção crônica reativada ou uma infecção antiga com IgM persistente. Baixa avidez sugere infecção recente, enquanto alta avidez indica infecção adquirida há mais de 3-4 meses. A conduta inicial para infecção aguda ou recente na gestação é a administração de espiramicina, que atravessa a placenta e reduz a taxa de transmissão vertical, embora não trate a infecção fetal já estabelecida. Se a infecção fetal for confirmada (geralmente por PCR no líquido amniótico), o tratamento muda para pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico. O acompanhamento ultrassonográfico fetal é essencial para monitorar sinais de infecção.
O teste de avidez de IgG ajuda a datar a infecção. Baixa avidez sugere infecção recente (menos de 3-4 meses), enquanto alta avidez indica infecção antiga, geralmente antes da gestação.
A espiramicina deve ser iniciada imediatamente após a confirmação de infecção aguda ou recente (baixa avidez de IgG) na gestante, para reduzir o risco de transmissão vertical ao feto.
Se a avidez for baixa, confirmando infecção recente, além da espiramicina, deve-se considerar a pesquisa de infecção fetal por amniocentese e, se confirmada, iniciar tratamento com pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico.
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