INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Primigesta de 24 anos, vendedora, compareceu a unidade de saúde da família (USF) com os resultados de exames solicitados na primeira consulta de pré-natal, realizada havia quatro semanas, ao final do primeiro trimestre de gestação. Estava com idade gestacional de 16 semanas. Negou queixas e referiu estar em uso regular do ácido fólico e do sulfato ferroso prescritos. Disse estar preocupada com o resultado do exame de toxoplasmose. O médico verificou que a gestante apresentava IgG reagente e IgM não reagente para toxoplasmose.Assinale a opção que indica, respectivamente, o que o exame sugere e a conduta a ser tomada.
Toxoplasmose gestacional: IgG reagente + IgM não reagente = infecção pregressa, sem risco fetal agudo.
Um resultado de IgG reagente e IgM não reagente para toxoplasmose indica uma infecção pregressa, ou seja, a gestante já teve contato com o parasita e desenvolveu imunidade. Nesse cenário, não há risco de toxoplasmose congênita aguda para o feto, e a paciente pode ser tranquilizada.
A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii que, quando adquirida durante a gestação, pode ter consequências graves para o feto, incluindo malformações congênitas. Por isso, a triagem sorológica para toxoplasmose faz parte da rotina do pré-natal. A interpretação correta dos resultados de IgG e IgM é crucial para determinar o status imunológico da gestante e o risco de toxoplasmose congênita. O anticorpo IgM geralmente surge precocemente após a infecção e tende a desaparecer em alguns meses, enquanto o IgG aparece mais tardiamente e permanece reagente por toda a vida, conferindo imunidade. No caso apresentado, a gestante com IgG reagente e IgM não reagente indica que ela já teve contato com o Toxoplasma gondii em algum momento anterior à gestação e, portanto, possui imunidade. Isso significa que ela não está em fase de infecção aguda e o risco de transmissão vertical para o feto é praticamente inexistente. Diante desse cenário, a conduta correta é tranquilizar a paciente, explicar o significado dos exames e orientá-la a continuar o acompanhamento habitual no pré-natal na Unidade de Saúde da Família (USF). Não há necessidade de tratamento específico ou de encaminhamento para pré-natal de alto risco, pois não há infecção ativa. Para residentes, é fundamental dominar a interpretação desses exames para evitar ansiedade desnecessária na gestante e garantir um manejo adequado e racional dos recursos de saúde.
IgG reagente e IgM não reagente indica infecção pregressa e imunidade. IgG e IgM não reagentes indicam suscetibilidade. IgG não reagente e IgM reagente sugere infecção aguda recente. Ambos reagentes exigem investigação adicional para determinar a fase da infecção.
Com IgG reagente e IgM não reagente, a gestante possui imunidade prévia à toxoplasmose. Nesses casos, o risco de transmissão congênita é mínimo, pois a infecção aguda ocorreu antes da gestação, e o feto está protegido pelos anticorpos maternos.
O encaminhamento para pré-natal de alto risco é indicado em casos de suspeita ou confirmação de infecção aguda durante a gestação (IgM reagente, ou soroconversão de IgG), ou quando há dúvidas na interpretação sorológica que exijam testes adicionais como teste de avidez de IgG.
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