PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024
Você está atendendo uma paciente de 35 anos primigesta com 10 semanas que comparece ao retorno para mostrar os exames de pré-natal. Você identifica somente as seguintes alterações: IgG e IgM positivos para Toxoplasmose. Qual a conduta para a paciente segundo o Protocolo do Ministério da Saúde?
IgG+ IgM+ em gestante → iniciar Espiramicina e pedir Avidez para datar infecção.
A presença de IgG e IgM positivos em gestante primigesta sugere infecção recente ou antiga. A conduta inicial é iniciar Espiramicina para reduzir a transmissão vertical e solicitar o teste de avidez de IgG para determinar a época provável da infecção, o que é crucial para o manejo.
A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii, que pode ser transmitida verticalmente durante a gravidez, resultando em toxoplasmose congênita. A infecção materna é frequentemente assintomática, mas as consequências para o feto podem ser graves. O diagnóstico sorológico é fundamental no pré-natal, com a pesquisa de anticorpos IgG e IgM. Quando uma gestante apresenta IgG e IgM positivos, é crucial determinar se a infecção é recente ou antiga. O teste de avidez de IgG é a ferramenta principal para essa diferenciação: alta avidez indica infecção prévia à gestação ou há mais de 4 meses, enquanto baixa avidez sugere infecção recente, com maior risco de transmissão fetal. Segundo o protocolo do Ministério da Saúde, diante de IgG e IgM positivos, a conduta inicial é iniciar Espiramicina para reduzir o risco de transmissão vertical e solicitar o teste de avidez. Se a avidez for alta, a infecção é antiga e o risco fetal é baixo. Se a avidez for baixa ou indeterminada, a infecção é considerada recente, e a investigação fetal (amniocentese) e tratamento mais agressivo (sulfadiazina, pirimetamina, ácido folínico) podem ser indicados, dependendo da confirmação da infecção fetal.
O teste de avidez de IgG ajuda a datar a infecção. Alta avidez sugere infecção antiga (mais de 4 meses), enquanto baixa avidez indica infecção recente (nos últimos 3-4 meses), crucial para definir o risco de transmissão congênita.
A Espiramicina é utilizada inicialmente para reduzir o risco de transmissão vertical do parasita para o feto, pois se concentra na placenta. Não trata a infecção fetal já estabelecida, mas previne a passagem.
A toxoplasmose congênita pode causar coriorretinite, hidrocefalia, calcificações intracranianas, microcefalia, retardo psicomotor e outras sequelas neurológicas e oculares, especialmente se a infecção materna ocorrer no início da gestação.
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