UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2021
Vera Lúcia, 22 anos, gestante primigesta com idade gestacional de 16 semanas, retorna para consulta de pré-natal na UBS Azaleia trazendo os exames solicitados na consulta anterior. Ficou muito preocupada com o IgG reagente e IgM não reagente para toxoplasmose, pois sua irmã teve a ''doença do gato'' na gestação e necessitou fazer tratamento e o bebê nasceu com problemas na cabeça, convulsão e necessita tomar medicação controlada. Quais são a impressão e o manejo adequado?
Toxoplasmose na gestação: IgG+ IgM- = Imunidade prévia, sem risco de infecção aguda.
IgG reagente e IgM não reagente para toxoplasmose em gestante indica infecção pregressa e, consequentemente, imunidade. Isso significa que a gestante não está em fase aguda da doença e o feto não está em risco de infecção congênita por essa exposição.
A toxoplasmose na gestação é uma preocupação significativa devido ao risco de transmissão congênita e suas potenciais sequelas graves para o feto, como hidrocefalia, calcificações intracranianas e coriorretinite. O rastreamento sorológico é uma parte fundamental do pré-natal, e a interpretação correta dos resultados é crucial para o manejo adequado e para evitar ansiedade desnecessária na gestante. A sorologia para toxoplasmose avalia os anticorpos IgG e IgM. Um resultado de IgG reagente e IgM não reagente indica que a gestante já teve contato com o Toxoplasma gondii em algum momento anterior à gestação e desenvolveu imunidade. Nesses casos, a infecção é considerada antiga e a gestante não está em fase aguda da doença, não havendo risco de transmissão vertical para o feto por essa infecção pregressa. Portanto, não há necessidade de tratamento ou de encaminhamento para pré-natal de alto risco. É importante diferenciar este cenário de outros resultados sorológicos, como IgM reagente com IgG não reagente (infecção aguda recente em gestante suscetível) ou IgM e IgG reagentes (infecção recente ou antiga, necessitando de teste de avidez de IgG para datação). Em casos de imunidade prévia (IgG+ IgM-), o foco deve ser tranquilizar a paciente e explicar que ela está protegida, sem necessidade de profilaxia ou tratamento específico para toxoplasmose.
Este resultado indica que a gestante já teve contato com o parasita Toxoplasma gondii em algum momento da vida e desenvolveu imunidade. Ela não está com infecção aguda e, portanto, não há risco de transmissão congênita para o feto por essa infecção pregressa.
O teste de avidez de IgG é indicado quando a gestante apresenta IgM reagente e IgG reagente. Ele ajuda a diferenciar uma infecção recente (baixa avidez) de uma infecção antiga (alta avidez), o que é crucial para determinar o risco de transmissão fetal.
Gestantes suscetíveis devem receber orientações rigorosas sobre prevenção, incluindo evitar o consumo de carnes cruas ou malcozidas, lavar bem frutas e vegetais, evitar contato com fezes de gatos e usar luvas ao manusear terra. A sorologia deve ser repetida trimestralmente.
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