PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2025
Gestante de 10 semanas, assintomática, comparece para consulta de pré-natal trazendo os resultados dos exames de rotina iniciais, colhidos há 1 semana. A sorologia para toxoplasmose revela IgM reagente e lgG não reagente. Qual a conduta correta diante deste resultado?
Gestante com IgM reagente e IgG não reagente para toxoplasmose → Iniciar espiramicina e repetir sorologia em 2-3 semanas.
Em gestantes, IgM reagente e IgG não reagente sugere infecção aguda recente por toxoplasmose ou um falso positivo. A conduta inicial é iniciar espiramicina para reduzir o risco de transmissão vertical e repetir a sorologia em algumas semanas para confirmar a infecção (pela soroconversão do IgG) ou descartá-la.
A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii, e sua aquisição durante a gestação representa um risco significativo de transmissão vertical, resultando em toxoplasmose congênita. Esta condição pode levar a graves sequelas neurológicas e oculares no feto e recém-nascido. O rastreamento sorológico para toxoplasmose é parte integrante do pré-natal em muitos países, incluindo o Brasil. Quando uma gestante apresenta IgM reagente e IgG não reagente, a principal preocupação é a possibilidade de uma infecção aguda recente. Nesse cenário, a conduta inicial é de extrema importância. A espiramicina deve ser iniciada imediatamente, pois ela atua na placenta, reduzindo a chance de o parasita atingir o feto. É uma medida profilática que visa diminuir a taxa de transmissão vertical. Simultaneamente, a investigação diagnóstica deve prosseguir. A repetição da sorologia em 2 a 3 semanas é fundamental para observar a soroconversão do IgG, que confirmaria a infecção recente. Além disso, o teste de avidez de IgG pode ser solicitado para ajudar a datar a infecção; uma alta avidez de IgG praticamente exclui uma infecção recente (adquirida nos últimos 3-4 meses). Se a infecção fetal for confirmada (por amniocentese ou ultrassonografia com sinais de infecção), o esquema terapêutico é alterado para o esquema tríplice (sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico). O manejo adequado é crucial para minimizar os riscos para o feto.
Essa combinação sorológica sugere uma infecção aguda recente por Toxoplasma gondii, ou pode ser um resultado falso-positivo para IgM. É um cenário de alta preocupação na gestação devido ao risco de transmissão vertical e toxoplasmose congênita, que pode causar sequelas graves ao feto.
A espiramicina é um macrolídeo que se concentra na placenta e reduz o risco de transmissão do parasita para o feto. Ela não trata a infecção fetal já estabelecida, mas é eficaz na prevenção da infecção congênita. Deve ser iniciada o mais rápido possível enquanto se aguarda a confirmação diagnóstica.
O teste de avidez de IgG ajuda a datar a infecção: alta avidez sugere infecção antiga (mais de 3-4 meses), enquanto baixa avidez indica infecção recente. A repetição da sorologia em 2-3 semanas é crucial para confirmar a soroconversão do IgG (se positivo, confirma infecção recente) ou para verificar a persistência do IgM isolado, o que pode indicar um falso positivo ou infecção muito recente.
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