UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023
Paciente de 26 anos de idade, G2P1A0, sem comorbidades, está hoje com 12 semanas de gestação. Vem a consulta com exames do primeiro trimestre (realizados com 8 semanas de gestação) solicitados por outro profissional: Toxoplasmose IgM e IgG reagentes. Teste de avidez IgG para toxoplasmose com avidez fraca. Nas anotações da caderneta de pré-natal da primeira gestação, os exames para toxoplasmose IgM e IgG eram negativos. A conduta neste caso é:
Gestante com IgM/IgG reagentes + avidez IgG fraca + sorologia prévia negativa = infecção aguda → Espiramicina.
Em gestantes, IgM e IgG reagentes com avidez IgG fraca, especialmente com sorologia prévia negativa, indicam infecção aguda por toxoplasmose. A conduta imediata é prescrever espiramicina para reduzir o risco de transmissão vertical ao feto.
A toxoplasmose congênita é uma infecção grave que pode causar sequelas neurológicas e oculares significativas no feto. Para residentes e estudantes de medicina, o manejo da toxoplasmose na gestação é um tópico de alta relevância, exigindo uma interpretação precisa dos exames sorológicos e uma conduta terapêutica ágil. A infecção materna aguda durante a gravidez é a principal preocupação, e o diagnóstico precoce é fundamental para intervir e minimizar os riscos. O diagnóstico de infecção aguda em gestantes baseia-se na sorologia. A presença de anticorpos IgM e IgG reagentes levanta a suspeita. No entanto, o IgM pode persistir por meses ou anos, não sendo um indicador exclusivo de infecção recente. É aqui que o teste de avidez de IgG se torna indispensável: uma avidez fraca indica que a infecção ocorreu nos últimos 3-4 meses, período de maior risco para o feto. O histórico de sorologia negativa antes da gestação ou no início dela reforça a confirmação de uma infecção aguda adquirida durante a gravidez. Uma vez confirmada a infecção materna aguda, a conduta imediata é iniciar a espiramicina. Este medicamento tem como objetivo principal reduzir a taxa de transmissão vertical para o feto. Após o início da espiramicina, a investigação da infecção fetal (geralmente por amniocentese) é realizada. Se a infecção fetal for confirmada, o esquema terapêutico é modificado para pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico. A compreensão desses passos é crucial para o manejo adequado e para as provas de residência.
O diagnóstico de toxoplasmose aguda em gestantes é feito pela presença de IgM e IgG reagentes. Para datar a infecção, realiza-se o teste de avidez de IgG. Uma avidez fraca indica infecção recente (geralmente nos últimos 3-4 meses), enquanto uma avidez forte sugere infecção antiga.
O teste de avidez de IgG é crucial para diferenciar uma infecção aguda recente de uma infecção antiga. Isso é vital na gravidez, pois a infecção adquirida durante a gestação (especialmente no primeiro e segundo trimestres) tem maior risco de transmissão vertical e sequelas fetais.
A conduta inicial é a prescrição de espiramicina. Este antibiótico atravessa a placenta em menor grau, mas se concentra na placenta, reduzindo o risco de transmissão vertical do parasita para o feto. Após a confirmação da infecção fetal, o tratamento é alterado para pirimetamina e sulfadiazina.
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