HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2022
O agente etiológico da toxoplasmose é o Toxoplasma gondii, um protozoário que tem o gato como hospedeiro definitivo e outros animais, incluindo o homem, como os hospedeiros intermediários. Sobre o rastreio de toxoplasmose na gestação, assinale a alternativa correta:I. As gestantes não apresentam quadro clínico, geralmente, ou, se apresentarem, é muito sútil e não é percebido.II. A ausência de anticorpos (imunoglobulina G e imunoglobulina M) específicos para T. gondi identifica as pacientes como suscetíveis. III. A presença de IGM no soro materno não é diagnóstico definitivo de infecção aguda.IV. Nos casos suspeitos de doença não se deve iniciar o uso da espiramicina até que se tenha o resultado da avidez de IgG.V. A alta avidez de IgG é o suficiente para indicar quadro agudo.Estão corretas:
Rastreio toxoplasmose gestacional: IgG e IgM negativos = suscetível; IgM positivo não é diagnóstico agudo, avidez de IgG ajuda a datar infecção.
O rastreio da toxoplasmose na gestação é fundamental para identificar gestantes suscetíveis e diagnosticar infecções agudas. A ausência de IgG e IgM identifica a gestante como suscetível. A presença de IgM positivo isoladamente não confirma infecção aguda, sendo necessária a avaliação da avidez de IgG para datar a infecção e diferenciar infecção recente de infecção antiga. A espiramicina é usada para reduzir a transmissão vertical em casos de infecção materna confirmada.
A toxoplasmose é uma infecção causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, que tem o gato como hospedeiro definitivo. Durante a gestação, a infecção materna pode levar à toxoplasmose congênita, uma condição grave com potencial para causar malformações fetais, lesões neurológicas e oculares. O rastreio pré-natal é fundamental para identificar gestantes suscetíveis e diagnosticar precocemente infecções agudas. As gestantes geralmente não apresentam quadro clínico ou, se o fazem, é muito sutil e inespecífico, o que torna o rastreio sorológico essencial. A ausência de anticorpos IgG e IgM específicos para T. gondii identifica a paciente como suscetível, exigindo orientações preventivas e sorologias mensais. A presença de IgM no soro materno, embora sugira infecção recente, não é diagnóstico definitivo de infecção aguda, pois a IgM pode persistir por longos períodos. Nesses casos, a avaliação da avidez de IgG é crucial: alta avidez de IgG exclui infecção recente, enquanto baixa avidez sugere infecção aguda. Nos casos suspeitos de doença aguda, a espiramicina deve ser iniciada prontamente para reduzir o risco de transmissão vertical, sem aguardar o resultado da avidez de IgG, que pode levar tempo. A alta avidez de IgG, por si só, não indica quadro agudo, mas sim infecção antiga.
O rastreio da toxoplasmose na gestação é feito pela pesquisa de anticorpos IgG e IgM específicos para Toxoplasma gondii. A ausência de ambos os anticorpos (IgG e IgM negativos) identifica a gestante como suscetível à infecção e requer orientações preventivas e sorologias mensais.
A avidez de IgG é crucial para datar a infecção. Uma alta avidez de IgG indica uma infecção ocorrida há mais de 3-4 meses, enquanto uma baixa avidez sugere uma infecção recente (nos últimos 3-4 meses). Isso é fundamental para diferenciar infecções agudas de infecções antigas, especialmente na presença de IgM positivo.
A espiramicina é indicada para gestantes com infecção aguda por Toxoplasma gondii confirmada, com o objetivo de reduzir a transmissão vertical do parasita para o feto. Seu uso deve ser iniciado após a confirmação diagnóstica, sem aguardar o resultado da avidez de IgG, se a suspeita de infecção aguda for alta.
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