UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2023
Gestante, 30 anos, comparece à primeira consulta de pré-natal com 12 semanas de idade gestacional, apresentando sorologias: anti-HIV negativo, HBsAg negativo, anti-HBsAg positivo, anti-HBc total negativo, VDRL negativo, toxoplasmose IgM positivo, toxoplasmose IgG negativo. Nega sintomas e não tem contato com animais domésticos ou em parques e ingere comida com boa higienização. Qual o próximo passo?
Toxoplasmose IgM+ IgG- em gestante assintomática → repetir sorologia e/ou dosar IgA para confirmar infecção aguda recente.
A presença de IgM positivo e IgG negativo para toxoplasmose em gestante assintomática sugere uma infecção muito recente ou um resultado falso-positivo. O próximo passo é repetir a sorologia após 2-3 semanas e/ou realizar a dosagem de IgA, que é um marcador mais específico de infecção aguda recente, para confirmar o diagnóstico antes de iniciar qualquer tratamento ou investigação invasiva.
A toxoplasmose na gestação é uma preocupação significativa devido ao risco de transmissão congênita e suas potenciais sequelas graves para o feto. O diagnóstico baseia-se principalmente na sorologia materna. A interpretação dos resultados é crucial para determinar a conduta. Uma gestante com IgM positivo e IgG negativo, como no caso apresentado, levanta a suspeita de infecção aguda recente ou um resultado falso-positivo, especialmente se assintomática. Nessa situação, o próximo passo não é iniciar tratamento ou realizar procedimentos invasivos de imediato. É essencial confirmar a infecção aguda recente. Isso pode ser feito repetindo a sorologia em 2-3 semanas para observar a soroconversão do IgG ou o aumento dos títulos, e/ou realizando a dosagem de IgA anti-Toxoplasma, que é um marcador mais específico de infecção aguda e tende a desaparecer mais rapidamente que o IgM. O teste de avidez de IgG também é valioso, pois uma alta avidez exclui infecção recente (nos últimos 3-4 meses). Somente após a confirmação da infecção materna aguda recente é que se deve considerar a investigação da infecção fetal (por PCR no líquido amniótico) e o início do tratamento. A espiramicina é utilizada para reduzir o risco de transmissão vertical, enquanto a combinação de sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico é reservada para casos de infecção fetal confirmada ou alta probabilidade. A correta interpretação sorológica evita tratamentos desnecessários e ansiedade materna.
Essa combinação sugere infecção muito recente ou um falso-positivo. É fundamental repetir a sorologia em 2-3 semanas e/ou realizar a dosagem de IgA e, se disponível, o teste de avidez de IgG para confirmar a infecção aguda.
O teste de avidez de IgG ajuda a datar a infecção. Alta avidez indica infecção antiga (mais de 4 meses), enquanto baixa avidez sugere infecção recente (nos últimos 3-4 meses), sendo útil para diferenciar infecções pré-gestacionais de gestacionais.
A PCR no líquido amniótico é indicada quando há confirmação de infecção materna aguda durante a gestação, para diagnosticar a infecção fetal e guiar o tratamento específico para o feto.
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