CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2023
Gestante 12 semanas foi ao pré-natal com sorologia para toxoplasmose: IgG positivo, IgM reagente, avidez para toxoplasmose 80% (avidez alta). Qual a conduta adequada?
Toxoplasmose: IgG+, IgM+, avidez IgG alta (>60%) na gestação = infecção prévia, risco fetal baixo → pré-natal habitual.
A avidez de IgG para toxoplasmose é um marcador temporal da infecção. Avidez alta (>60%) indica que a infecção ocorreu há mais de 12-16 semanas, ou seja, antes ou muito no início da gestação, diminuindo drasticamente o risco de transmissão congênita e indicando que a gestante não está em fase aguda de infecção.
A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii, e sua aquisição durante a gestação pode ter consequências graves para o feto, incluindo abortamento, prematuridade e malformações congênitas. O diagnóstico preciso do momento da infecção materna é crucial para determinar o risco fetal e a conduta terapêutica. A sorologia para toxoplasmose envolve a detecção de anticorpos IgG e IgM. A presença de IgG positivo e IgM reagente pode gerar dúvidas, pois o IgM pode permanecer reagente por longos períodos após a infecção aguda. Nesses casos, a dosagem da avidez de IgG é fundamental. A avidez de IgG mede a força de ligação dos anticorpos IgG ao antígeno do Toxoplasma. Anticorpos recém-produzidos têm baixa avidez, enquanto anticorpos produzidos há mais tempo têm alta avidez. Uma avidez de IgG alta (geralmente >60%) em gestantes com IgG positivo e IgM reagente indica que a infecção ocorreu há mais de 12-16 semanas, ou seja, antes ou muito no início da gestação. Nesses casos, o risco de transmissão congênita é mínimo, e a gestante pode ser acompanhada no pré-natal de risco habitual, sem necessidade de tratamento específico ou investigação invasiva como a amniocentese.
IgG positivo indica contato prévio com o parasita, enquanto IgM reagente pode indicar infecção recente ou persistência de IgM por meses. A combinação exige investigação adicional para determinar o momento da infecção.
A avidez de IgG ajuda a datar a infecção. Avidez alta (>60%) sugere que a infecção ocorreu há mais de 12-16 semanas, indicando que a gestante não está em fase aguda e o risco de transmissão fetal é baixo. Avidez baixa sugere infecção recente.
O tratamento é indicado quando há evidência de infecção aguda materna (IgM reagente com avidez baixa ou soroconversão) ou infecção fetal confirmada. A espiramicina é usada para reduzir a transmissão materno-fetal, e pirimetamina/sulfadiazina para infecção fetal confirmada.
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