SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2021
Gestante de 25 anos, G2 P1(N) A0, IG: 9 semanas, chega a sua unidade de saúde muito ansiosa e deseja mostrar de resultado de exames (Toxoplasmose IGG: não reagente/ IGM: não reagente e demais exames 1º trimestre sem alterações). Considerando o quadro da paciente, qual alternativa contempla, respectivamente, o diagnóstico e o tratamento farmacológico a ser considerado?
IgG e IgM não reagentes na gestante = suscetível; orientar prevenção e repetir sorologia.
Uma gestante com sorologia para toxoplasmose IgG e IgM não reagentes é considerada suscetível à infecção. A conduta correta é fornecer orientações higienodietéticas rigorosas para prevenção e repetir a sorologia periodicamente durante a gestação.
A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii, e sua aquisição durante a gestação pode ter consequências graves para o feto, resultando em toxoplasmose congênita com manifestações neurológicas, oculares e sistêmicas. A triagem sorológica no pré-natal é fundamental para identificar o status imunológico da gestante e guiar a conduta. No caso de uma gestante com IgG e IgM não reagentes, o diagnóstico é de suscetibilidade à infecção. Isso significa que ela nunca foi exposta ao parasita e, portanto, não possui imunidade. A principal preocupação é a aquisição da infecção primária durante a gestação, que é a única forma de transmissão vertical. A conduta para gestantes suscetíveis é estritamente preventiva e não farmacológica. Deve-se fornecer orientações higienodietéticas detalhadas, como evitar o consumo de carne crua ou malpassada, lavar bem frutas e vegetais, evitar contato com fezes de gatos e usar luvas ao manusear terra. Além disso, é crucial repetir a sorologia para toxoplasmose a cada trimestre para monitorar uma possível soroconversão, que indicaria uma infecção aguda e exigiria tratamento imediato.
Significa que a gestante nunca teve contato com o Toxoplasma gondii e, portanto, não possui anticorpos protetores, sendo suscetível à infecção primária durante a gestação.
Incluem evitar carne crua ou malpassada, lavar bem frutas e vegetais, evitar contato com fezes de gatos, usar luvas ao jardinar e lavar as mãos frequentemente.
A sorologia deve ser repetida a cada 2-3 meses (ou trimestralmente) durante toda a gestação para detectar uma possível soroconversão precoce, que indicaria uma infecção aguda.
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