INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma gestante com 12 semanas de gestação comparece ao centro de saúde para mostrar os exames realizados e apresenta sorologia para toxoplasmose com IGM positiva e IGG negativa. Nesse momento, a conduta adequada é
Gestante IGM+ IGG- para toxoplasmose → iniciar espiramicina e repetir sorologia em 3 semanas.
IGM positivo e IGG negativo em gestante sugere infecção aguda recente ou falso-positivo. A conduta inicial é profilática com espiramicina para reduzir a transmissão vertical, enquanto se aguarda a confirmação da infecção recente com nova sorologia ou teste de avidez.
A toxoplasmose na gestação é uma preocupação significativa devido ao risco de transmissão congênita e suas graves consequências para o feto. O diagnóstico sorológico é fundamental no pré-natal, e a interpretação dos resultados de IGM e IGG é crucial. IGM positivo e IGG negativo indicam uma possível infecção aguda recente, mas também podem ser um falso-positivo ou persistência de IGM de uma infecção mais antiga. A epidemiologia da toxoplasmose varia regionalmente, sendo importante a triagem universal em gestantes. A fisiopatologia da toxoplasmose congênita envolve a passagem do parasita Toxoplasma gondii através da placenta. O risco e a gravidade da infecção fetal são inversamente proporcionais à idade gestacional no momento da infecção materna. O diagnóstico de infecção recente é complexo e pode exigir a repetição da sorologia após algumas semanas para observar a soroconversão da IGG, ou a realização do teste de avidez de IGG, que ajuda a datar a infecção. Baixa avidez sugere infecção recente (nos últimos 3-4 meses). A conduta inicial, diante da suspeita de infecção aguda (IGM+ IGG-), é iniciar imediatamente a espiramicina. Este antibiótico atravessa a placenta, mas atua principalmente na placenta, reduzindo a parasitemia materna e, consequentemente, o risco de transmissão vertical para o feto. Após a confirmação da infecção fetal (por amniocentese ou ultrassonografia com sinais de infecção), o tratamento é alterado para pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico. O prognóstico fetal depende da idade gestacional da infecção e da prontidão do tratamento.
Essa combinação sugere uma infecção aguda recente ou um resultado falso-positivo. É crucial investigar mais a fundo para confirmar a infecção e determinar o momento da aquisição.
A espiramicina é iniciada profilaticamente para reduzir o risco de transmissão vertical do parasita para o feto, mesmo antes da confirmação definitiva da infecção materna recente.
O teste de avidez é útil para diferenciar infecções recentes (baixa avidez) de infecções antigas (alta avidez) quando a IGG já está presente, ajudando a datar a infecção e evitar tratamentos desnecessários.
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