HCE - Hospital Central do Exército (RJ) — Prova 2015
O tratamento da toxoplasmose congênita é realizado com a administração de pirimetamina e sulfadiazina. A associação de prednisona a este esquema estaria indicada, inicialmente, pela presença de:
Toxoplasmose congênita + Coriorretinite ativa → Adicionar Prednisona ao esquema Pirimetamina + Sulfadiazina.
No tratamento da toxoplasmose congênita, a associação de prednisona ao esquema padrão de pirimetamina e sulfadiazina é indicada principalmente na presença de coriorretinite ativa. O corticoide visa reduzir a inflamação ocular e prevenir danos visuais permanentes, sendo uma medida importante para preservar a visão do paciente.
A toxoplasmose congênita é uma infecção grave causada pelo parasita Toxoplasma gondii, transmitida da mãe para o feto durante a gestação. As manifestações clínicas variam desde formas subclínicas até quadros graves com envolvimento multissistêmico, sendo a tríade de Sabin (hidrocefalia, calcificações intracranianas e coriorretinite) a apresentação clássica. A coriorretinite é uma das sequelas mais comuns e pode levar à cegueira se não tratada adequadamente. O tratamento da toxoplasmose congênita é prolongado e complexo, envolvendo a combinação de pirimetamina e sulfadiazina, com a adição de ácido folínico para mitigar os efeitos adversos hematológicos da pirimetamina. Essa terapia visa eliminar o parasita e prevenir novas lesões, mas não reverte danos já estabelecidos. A vigilância oftalmológica é crucial, pois a coriorretinite pode reativar-se ao longo da vida. A prednisona é um componente essencial do tratamento quando há evidência de coriorretinite ativa ou inflamação significativa do sistema nervoso central (SNC). Seu papel é anti-inflamatório, ajudando a reduzir o edema e a destruição tecidual causada pela resposta imune do hospedeiro ao parasita, especialmente na retina. A decisão de adicionar prednisona deve ser individualizada, baseada na avaliação clínica e oftalmológica, e sempre em conjunto com a terapia antiparasitária.
A toxoplasmose congênita pode apresentar-se com a tríade clássica de Sabin: hidrocefalia, calcificações intracranianas e coriorretinite. Outras manifestações incluem hepatoesplenomegalia, icterícia, trombocitopenia, anemia, convulsões e microcefalia.
A prednisona é adicionada para reduzir a resposta inflamatória intensa causada pela coriorretinite ativa. Ao controlar a inflamação, o corticoide ajuda a preservar a estrutura retiniana e a função visual, minimizando o risco de cicatrizes e perda permanente da visão.
O tratamento padrão para toxoplasmose congênita consiste na administração de pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico. O ácido folínico é essencial para prevenir a mielossupressão induzida pela pirimetamina. A duração do tratamento é prolongada, geralmente por um ano.
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