UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2026
Paciente de 29 anos, primigesta, sem comorbidades, encontra-se com 26 semanas de gestação. Em acompanhamento pré-natal, apresenta os seguintes resultados laboratoriais: • Hb: 11,8 g/dL • Ht: 36% • Glicemia: 86 mg/dL • Tipagem sanguínea: O positivo • Pesquisa de anticorpos irregulares: negativa • Toxoplasmose: IgG positivo e IgM positivo • Avidade de IgG para toxoplasmose: baixa • Demais sorologias: negativas A ultrassonografia mostra feto único, vivo, com ventriculomegalia leve bilateral, ascite discreta e espessamento placentário difuso. O Doppler da artéria cerebral média e da artéria umbilical é normal para a idade gestacional. Com base nos achados laboratoriais e ultrassonográficos, a conduta terapêutica mais adequada é:
Toxoplasmose gestacional (IgG+ IgM+ avidez baixa + USG alterada) → Infecção fetal provável = Iniciar pirimetamina + sulfadiazina + ácido folínico após confirmação fetal.
Gestante com sorologia para toxoplasmose (IgG e IgM positivos, avidez de IgG baixa) e achados ultrassonográficos sugestivos de infecção fetal (ventriculomegalia, ascite, espessamento placentário) indica alta probabilidade de toxoplasmose congênita; a conduta é iniciar tratamento com pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico após confirmação da infecção fetal.
A toxoplasmose na gestação representa um risco significativo para o feto, podendo levar à toxoplasmose congênita com sequelas graves. O diagnóstico precoce e a conduta adequada são cruciais. A sorologia materna com IgG e IgM positivos, especialmente com baixa avidez de IgG, indica uma infecção materna recente, aumentando a probabilidade de transmissão vertical. Quando há achados ultrassonográficos sugestivos de infecção fetal, como ventriculomegalia, ascite e espessamento placentário, a suspeita de toxoplasmose congênita é elevada. Nesses casos, a confirmação da infecção fetal, geralmente por PCR no líquido amniótico, é fundamental antes de iniciar o tratamento mais agressivo. A espiramicina é utilizada para prevenir a transmissão materno-fetal, mas uma vez que a infecção fetal é provável ou confirmada, a terapia combinada com pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico é necessária para tratar o feto e reduzir a gravidade das sequelas.
A avidez de IgG ajuda a datar a infecção. Baixa avidez de IgG sugere infecção recente (nos últimos 3-4 meses), o que aumenta o risco de transmissão fetal.
Achados sugestivos incluem ventriculomegalia, ascite, hepatomegalia, esplenomegalia, calcificações intracranianas, microftalmia e espessamento placentário.
O tratamento para infecção fetal confirmada é a combinação de pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico, que atravessam a placenta e atuam contra o parasita no feto.
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