HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2022
Considere um recém-nascido (RN) do sexo masculino, com peso = 2.220 g, 46 cm, perímetro cefálico = 31 cm, Apgar 8/09 e exame físico normal. A mãe dele realizou pré-natal adequado. No teste de triagem materna, a sorologia mostrou-se negativa para toxoplasmose no primeiro trimestre de gestação. Com 23 semanas, a mãe apresentou quadro de adenomegalia, com IgG e IgM anti-Toxoplasma gondii positivas e avidez de IgG < 20%. Assim sendo, iniciou-se o tratamento com espiramicina e efetuou-se o exame PCR para toxoplasmose no líquido amniótico, cujo resultado foi positivo. Teve início, então, o tratamento dela com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico. A ultrassonografia obstétrica apresentou-se normal, o tratamento foi modificado para espiramicina com 37 semanas de gestação e fez-se parto cesariano com 39 semanas. Com base nesse caso clínico, julgue o item.No caso de crianças assintomáticas e com estado de infecção inconclusivo, a definição do diagnóstico representa uma dificuldade muito frequente na prática do acompanhamento de suspeita de toxoplasmose congênita. Assim sendo, o início, a manutenção e a suspensão do tratamento serão definidos caso a caso, de acordo com os resultados dos exames sorológicos e a evolução clínica. Inicia-se o tratamento com sulfadiazina + espiramicina nos RNs filhos de mães com toxoplasmose aguda comprovada durante a gestação.
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