IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2024
Em um recém-nascido com 36 horas de vida e diagnóstico de toxoplasmose congênita comprovada, a fundoscopia mostra coriorretinite macular bilateral em atividade. O hemograma apresenta 850 neutrófilos/mm³, bilirrubina total de 9,0 mg/dl e proteínas no liquor 1,5 g/dl. O esquema terapêutico a ser seguido no primeiro semestre é
Toxoplasmose congênita ativa (coriorretinite) → Sulfadiazina + Pirimetamina + Ácido Folínico + Corticoide.
O tratamento da toxoplasmose congênita com manifestações ativas (como coriorretinite) ou alterações liquóricas significativas requer a combinação de sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico. A adição de corticoide é crucial em casos de coriorretinite ativa ou aumento de proteínas no líquor para reduzir a inflamação e prevenir danos.
A toxoplasmose congênita é uma infecção parasitária causada pelo Toxoplasma gondii, transmitida da mãe para o feto durante a gestação. É uma condição grave que pode levar a sequelas neurológicas e oftalmológicas irreversíveis, como coriorretinite, hidrocefalia e calcificações cerebrais. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para minimizar os danos. O caso clínico apresenta um recém-nascido com toxoplasmose congênita comprovada e sinais de doença ativa, como coriorretinite macular bilateral e proteínas elevadas no líquor. A presença de coriorretinite ativa é um indicativo de inflamação ocular que, se não tratada agressivamente, pode levar à cegueira. A neutropenia (850 neutrófilos/mm³) é um efeito adverso comum da pirimetamina, mas também pode ser uma manifestação da doença. O esquema terapêutico padrão para toxoplasmose congênita com doença ativa, especialmente nos primeiros meses de vida, inclui a combinação de sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico. A pirimetamina atua como um antagonista do folato, inibindo a replicação do parasita, enquanto a sulfadiazina tem ação sinérgica. O ácido folínico é essencial para resgatar a medula óssea dos efeitos mielossupressores da pirimetamina. A adição de corticoide (prednisolona ou prednisona) é imperativa em casos de coriorretinite ativa ou proteínas elevadas no líquor para controlar a resposta inflamatória e preservar a função visual e neurológica. O tratamento é prolongado, geralmente por um ano, com ajustes baseados na evolução clínica e laboratorial.
O corticoide é indicado quando há coriorretinite ativa (especialmente se macular ou próxima ao nervo óptico) ou quando as proteínas no líquor estão elevadas (> 1 g/dL), para reduzir a inflamação e prevenir danos.
O ácido folínico é administrado para prevenir a mielossupressão (especialmente neutropenia e trombocitopenia) causada pela pirimetamina, que é um antagonista do folato.
As manifestações incluem coriorretinite, hidrocefalia, calcificações intracranianas (tríade clássica), hepatoesplenomegalia, icterícia, anemia, trombocitopenia e convulsões.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo