UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2020
Sobre a toxoplasmose congênita, é correto afirmar que: I. Recém nascidos de gestantes com diagnóstico confirmado ou suspeito de infecção aguda por Toxoplasmose, devem ser avaliados ainda na maternidade para se diagnosticar infecção congênita e iniciar tratamento. II. O diagnóstico sorológico no recém-nascido é particularmente difícil devido a alta concentração de anticorpos IgG maternos que atravessam a barreira transplacentária e atingem a corrente sanguínea do recém-nascido. III. A presença de anticorpos IgM ou IgA no sangue do recém nascido revela infecção congênita, pois essas duas classes de imunoglobulinas não atravessam a barreira transplacentária, embora a ausência de IgM ou IgA não exclua a infecção na criança.IV. Fundo de olho, tomografia de crânio, análise de LCR, fazem parte da investigação diagnóstica.V. O tratamento da criança com toxoplasmose suspeita ou documentada deve ser feito desde o nascimento utilizando o esquema tríplice. A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:
Toxoplasmose congênita: RN de mãe infectada → avaliação imediata, IgM/IgA RN confirma, IgG materno não exclui.
O diagnóstico da toxoplasmose congênita no recém-nascido é complexo devido à passagem de IgG materno. A pesquisa de IgM e IgA no RN é crucial, pois não atravessam a placenta, indicando infecção ativa. A investigação inclui exames de imagem e LCR, e o tratamento deve ser iniciado precocemente com esquema tríplice.
A toxoplasmose congênita é uma infecção parasitária causada pelo Toxoplasma gondii, adquirida durante a gestação. Sua incidência varia globalmente e é uma importante causa de morbidade e mortalidade neonatal, com sequelas neurológicas e oculares significativas se não tratada precocemente. O diagnóstico no recém-nascido é desafiador devido à passagem transplacentária de IgG materno. A detecção de IgM ou IgA específicos no sangue do RN é diagnóstica, pois essas imunoglobulinas não atravessam a placenta. A investigação diagnóstica é abrangente, incluindo sorologia, exames de imagem (tomografia de crânio), fundo de olho e análise do LCR para avaliar a extensão do comprometimento. O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível após o diagnóstico ou forte suspeita, utilizando o esquema tríplice com pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico. O manejo é prolongado e visa prevenir ou minimizar as sequelas da doença, sendo fundamental o acompanhamento multidisciplinar.
O principal desafio é a presença de anticorpos IgG maternos que atravessam a placenta. Por isso, a pesquisa de IgM e IgA específicos no recém-nascido é fundamental, pois sua presença indica infecção congênita.
A investigação inclui fundo de olho para coriorretinite, tomografia de crânio para calcificações e hidrocefalia, e análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) para avaliar o envolvimento do SNC.
O tratamento precoce, idealmente iniciado na maternidade com o esquema tríplice (pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico), é crucial para minimizar as sequelas neurológicas e oculares da doença.
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