UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2020
RN nascido a termo, apresentou icterícia no primeiro dia de vida (Bilirrubinas totais 8,8 mg/dL, Bilirrubina direta 7,2 mg/dL, Bilirrubina Indireta 1,6 mg/dL), associada a hepatoesplenomegalia, perímetro cefálico de 38 cm e crises convulsivas. Mãe realizou pré-natal incompleto e não realizou sorologias. Alega ter apresentado quadro febril no segundo trimestre da gestação, com exantema. Realizada tomografia computadorizada de crânio do RN que demonstrou a presença de múltiplas calcificações difusas no parênquima cerebral e fundoscopia que evidenciou coriorretinite bilateral. Nesse contexto, assinale a alternativa que contem o diagnóstico mais provável e o tratamento indicado, respectivamente:
Toxoplasmose congênita = Tríade de Sabin (coriorretinite, hidrocefalia, calcificações intracranianas) + icterícia direta + hepatoesplenomegalia. Tto: Pirimetamina, Sulfadiazina, Ácido Folínico.
O quadro clínico do RN (icterícia direta, hepatoesplenomegalia, macrocefalia, convulsões, calcificações cerebrais difusas e coriorretinite bilateral) é altamente sugestivo de toxoplasmose congênita, que classicamente se manifesta com a tríade de Sabin. O tratamento de escolha é a combinação de pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico.
A toxoplasmose congênita é uma infecção parasitária grave que pode causar sequelas neurológicas e oftalmológicas devastadoras no recém-nascido. A transmissão ocorre da mãe para o feto durante a gestação, especialmente se a infecção materna for adquirida no segundo ou terceiro trimestre, embora a gravidade seja maior quando a infecção ocorre mais precocemente. O quadro clínico clássico, conhecido como Tríade de Sabin, inclui coriorretinite, hidrocefalia e calcificações intracranianas. Outras manifestações comuns são icterícia colestática (bilirrubina direta elevada), hepatoesplenomegalia, convulsões, microcefalia ou macrocefalia e retardo do desenvolvimento. A presença de calcificações difusas no parênquima cerebral e coriorretinite bilateral são achados altamente sugestivos. O diagnóstico é confirmado por sorologias específicas para Toxoplasma gondii no RN e na mãe, e o tratamento deve ser iniciado precocemente para minimizar as sequelas. A terapia de escolha é a combinação de pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico, que deve ser mantida por um longo período. O ácido folínico é essencial para prevenir a mielossupressão induzida pela pirimetamina.
A toxoplasmose congênita pode se manifestar com a tríade de Sabin (coriorretinite, hidrocefalia e calcificações intracranianas), além de icterícia, hepatoesplenomegalia, convulsões, microcefalia ou macrocefalia e retardo do desenvolvimento neuropsicomotor.
Na toxoplasmose congênita, as calcificações cerebrais são tipicamente difusas e parenquimatosas. No citomegalovírus congênito, as calcificações são classicamente periventriculares.
O tratamento padrão para toxoplasmose congênita é a combinação de pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico. O ácido folínico é administrado para prevenir a mielossupressão causada pela pirimetamina.
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