FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2021
Dentre as afirmações abaixo, selecione aquela que NÃO é correta com relação aos anticorpos IgG anti-Toxoplasma gondii na criança com suspeita de toxoplasmose congênita.
Toxoplasmose congênita: IgM negativo não exclui; IgG persistente >12m ou ascendente = diagnóstico.
A sorologia para toxoplasmose congênita é complexa. A ausência de IgM não é suficiente para descartar a infecção, pois este anticorpo pode ser negativo em até 70% dos casos ou desaparecer precocemente. O diagnóstico depende da persistência de IgG após 12 meses ou de títulos ascendentes.
A toxoplasmose congênita é uma infecção parasitária grave causada pelo Toxoplasma gondii, transmitida da mãe para o feto durante a gestação. Sua importância reside nas sequelas neurológicas e oftalmológicas que pode causar, como hidrocefalia, calcificações intracranianas e coriorretinite. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para minimizar essas complicações, tornando a compreensão dos métodos diagnósticos essencial para residentes. O diagnóstico da toxoplasmose congênita é complexo e baseia-se principalmente na sorologia. A detecção de anticorpos IgM anti-Toxoplasma na criança é sugestiva, mas sua ausência não exclui a infecção, pois pode ser negativa em até 70% dos casos ou desaparecer. A presença de IgG anti-Toxoplasma ao nascimento pode refletir anticorpos maternos passivamente transferidos. A chave diagnóstica reside na persistência de IgG após 12 meses de idade ou no aumento progressivo dos títulos de IgG ao longo do tempo, indicando produção ativa de anticorpos pela criança. O tratamento da toxoplasmose congênita geralmente envolve uma combinação de pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico. A monitorização sorológica contínua, com dosagens de IgG a cada 2-3 meses até o primeiro ano de vida, é crucial para confirmar o diagnóstico e avaliar a resposta ao tratamento. A interpretação cuidadosa dos resultados sorológicos, em conjunto com achados clínicos e de imagem, é vital para um manejo adequado e para evitar tratamentos desnecessários ou tardios.
O principal desafio é a interpretação dos anticorpos, especialmente a IgM, que pode ser negativa em até 70% dos casos de infecção congênita. A IgG materna transferida passivamente também confunde o diagnóstico inicial.
A IgM pode não ser produzida em quantidade detectável, desaparecer precocemente ou ter sua produção suprimida. Portanto, a persistência de IgG após 12 meses de idade ou títulos ascendentes são mais confiáveis para o diagnóstico.
A monitorização dos títulos de IgG é crucial para diferenciar anticorpos maternos passivamente transferidos (que declinam) da produção endógena de anticorpos pela criança infectada (que persistem ou aumentam). Isso guia a decisão terapêutica e o acompanhamento.
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