SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2021
A toxoplasmose é causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, parasita intracelular de distribuição universal, cuja infecção no ser humano está relacionada a hábitos alimentares, de higiene, ou contato com gatos, em clima quente. A forma congênita ocorre por transmissão transplacentária, quando a gestante apresenta infecção aguda ou imunossupressão, podendo reativar e infectar o feto. Diante de uma criança filha de mãe com caso confirmado ou provável de toxoplasmose, além do exame clínico, deve-se realizar ao nascimento.
Diagnóstico de toxoplasmose congênita no RN exige sorologia (IgG/IgM), USG transfontanela e fundoscopia para avaliar lesões.
A toxoplasmose congênita pode causar lesões graves no feto, especialmente neurológicas e oculares. Ao nascimento, a investigação completa inclui sorologia para confirmar a infecção (IgG e IgM), ultrassonografia transfontanela para detectar calcificações intracranianas ou hidrocefalia, e exame oftalmológico com fundoscopia para identificar coriorretinite.
A toxoplasmose congênita é uma infecção grave causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, transmitida da mãe para o feto durante a gestação. A gravidade das manifestações clínicas no recém-nascido varia de assintomática a quadros graves com acometimento multissistêmico, sendo as lesões neurológicas e oculares as mais devastadoras. O diagnóstico precoce é crucial para iniciar o tratamento e minimizar as sequelas. Diante de um recém-nascido de mãe com toxoplasmose confirmada ou provável, uma investigação abrangente é imperativa. Isso inclui a pesquisa de anticorpos IgG e IgM para Toxoplasma gondii no sangue do bebê. A presença de IgM indica infecção ativa no neonato, enquanto a IgG pode ser de origem materna (passagem transplacentária) ou do próprio bebê, sendo necessário acompanhamento para diferenciar. Além da sorologia, exames de imagem e oftalmológicos são indispensáveis. A ultrassonografia transfontanela permite identificar calcificações intracranianas, hidrocefalia, ventriculomegalia e outras anomalias cerebrais. O exame oftalmológico com fundoscopia é fundamental para detectar a coriorretinite, que é a manifestação ocular mais comum e pode ser unilateral ou bilateral, levando a perda visual se não tratada. A combinação desses exames permite um diagnóstico completo e a instituição de tratamento específico, geralmente com pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico.
A pesquisa de IgG e IgM para Toxoplasma gondii é fundamental. A presença de IgM no recém-nascido ou IgG persistente após 12 meses sugere infecção congênita, enquanto a IgG materna pode ser transferida passivamente.
A USG transfontanela é crucial para detectar alterações cerebrais como calcificações intracranianas, hidrocefalia, ventriculomegalia ou cistos, que são manifestações neurológicas comuns e graves da toxoplasmose congênita.
O exame oftalmológico com fundoscopia é essencial para identificar a coriorretinite, a lesão ocular mais comum da toxoplasmose congênita, que pode levar à cegueira se não for diagnosticada e tratada precocemente.
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