IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2025
Gestante de 12 semanas apresenta sorologia positiva para toxoplasmose. Qual é o próximo passo mais indicado para avaliar a infecção fetal?
Toxoplasmose aguda na gestação → amniocentese para PCR no líquido amniótico para diagnóstico fetal.
Em caso de soroconversão ou toxoplasmose aguda confirmada na gestação, a amniocentese com PCR do líquido amniótico é o método mais preciso para diagnosticar a infecção fetal, permitindo iniciar o tratamento específico o mais cedo possível.
A toxoplasmose na gestação é uma preocupação significativa devido ao risco de transmissão vertical e às graves consequências da toxoplasmose congênita para o feto, incluindo hidrocefalia, calcificações intracranianas e coriorretinite. O diagnóstico precoce da infecção materna e fetal é crucial para instituir o tratamento adequado e minimizar os danos. A sorologia materna é o primeiro passo, identificando infecções agudas ou preexistentes. Quando há evidência de infecção materna aguda (soroconversão ou IgM positivo com IgG de baixa avidez), o próximo passo é determinar se houve transmissão fetal. Para isso, a amniocentese, geralmente realizada a partir da 18ª semana de gestação, é o método de escolha. O líquido amniótico é analisado por PCR para detectar o DNA do Toxoplasma gondii, apresentando alta sensibilidade e especificidade. A ultrassonografia fetal pode ser utilizada para buscar sinais de infecção (como ventriculomegalia, calcificações), mas sua sensibilidade é menor e os achados podem ser tardios. O tratamento da gestante com espiramicina é indicado para reduzir o risco de transmissão vertical. Se a infecção fetal for confirmada pela amniocentese, o tratamento é modificado para sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico, visando tratar o feto e atenuar a gravidade da doença congênita.
O diagnóstico de toxoplasmose aguda na gestante é feito pela soroconversão (aparecimento de IgM e/ou aumento significativo de IgG em amostras pareadas), ou pela presença de IgM e IgG com teste de avidez de IgG baixo, indicando infecção recente.
A amniocentese, realizada a partir da 18ª semana de gestação, é crucial para o diagnóstico da infecção fetal. A análise do líquido amniótico por PCR para DNA de Toxoplasma gondii é o método mais sensível e específico para confirmar a transmissão vertical.
Se a infecção materna é confirmada e a infecção fetal não, inicia-se espiramicina para reduzir o risco de transmissão. Se a infecção fetal for confirmada, o tratamento passa a ser com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico, para tratar o feto e reduzir a gravidade da doença congênita.
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