Toxoplasmose Congênita: Achados Ultrassonográficos Fetais

HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2023

Enunciado

A maioria das infecções agudas por toxoplasmose são assintomáticas do ponto de vista materno durante a gestação, no entanto, há grande preocupação com essa comorbidade devido ao risco de transmissão congênita. É sabido que a infecção fetal pela toxoplasma pode provocar achados no ultrassom, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Hidrocefalia.
  2. B) Calcificações intracranianas periventriculares.
  3. C) Ascite.
  4. D) Restrição de crescimento intrauterino.

Pérola Clínica

Toxoplasmose congênita: hidrocefalia, calcificações difusas/corticais, ascite, RCIU. Calcificações periventriculares → CMV.

Resumo-Chave

As calcificações intracranianas na toxoplasmose congênita são tipicamente difusas ou corticais, enquanto as calcificações periventriculares são um achado clássico da infecção congênita por citomegalovírus (CMV). É crucial diferenciar essas etiologias para o manejo adequado.

Contexto Educacional

A toxoplasmose congênita é uma infecção fetal grave causada pelo parasita Toxoplasma gondii, transmitida da mãe para o feto durante a gestação. Embora a maioria das infecções maternas seja assintomática, a transmissão vertical pode levar a sequelas neurológicas, oculares e sistêmicas significativas no feto, tornando seu diagnóstico e manejo um ponto crítico na obstetrícia e pediatria. O diagnóstico pré-natal é frequentemente baseado em achados ultrassonográficos e testes sorológicos maternos. A infecção fetal pode provocar uma série de alterações no ultrassom, como hidrocefalia, calcificações intracranianas (geralmente difusas ou corticais), ascite, hepatomegalia, esplenomegalia e restrição de crescimento intrauterino (RCIU). É fundamental que o residente saiba diferenciar esses achados de outras infecções congênitas, como o citomegalovírus, que classicamente apresenta calcificações periventriculares. O manejo da toxoplasmose congênita envolve tratamento medicamentoso com espiramicina para a mãe (se a infecção fetal não for confirmada) ou pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico (se a infecção fetal for confirmada). O prognóstico varia conforme a gravidade da infecção e a precocidade do tratamento, sendo a vigilância pós-natal essencial para detectar e tratar sequelas tardias.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados ultrassonográficos da toxoplasmose congênita?

Os principais achados incluem hidrocefalia, calcificações intracranianas (geralmente difusas ou corticais), ascite, hepatomegalia, esplenomegalia e restrição de crescimento intrauterino (RCIU).

Como diferenciar as calcificações intracranianas da toxoplasmose das do citomegalovírus (CMV)?

Na toxoplasmose, as calcificações são tipicamente difusas ou corticais. Já no citomegalovírus, as calcificações são classicamente periventriculares, embora também possam ser difusas.

Qual a importância de identificar a toxoplasmose congênita precocemente?

A identificação precoce permite o início do tratamento materno e fetal, que pode reduzir a gravidade das sequelas neurológicas e oculares no recém-nascido, melhorando o prognóstico.

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