HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2022
Com relação ao diagnóstico de manejo clínico da toxoplasmose congênita na gravidez, assinale a alternativa correta.
Prevenção toxoplasmose gestacional → higiene das mãos, cozimento alimentos, evitar contato com fezes de gato.
A prevenção da toxoplasmose na gravidez é fundamental e envolve medidas simples de higiene e segurança alimentar, como lavar bem as mãos e os alimentos, cozinhar carnes adequadamente e evitar contato com fezes de gatos, que são a principal fonte de oocistos.
A toxoplasmose congênita é uma infecção parasitária que pode causar sérias consequências ao feto, incluindo danos neurológicos e oculares. A infecção materna, geralmente assintomática, é causada pelo parasita Toxoplasma gondii, sendo a prevenção um pilar fundamental no cuidado pré-natal. A compreensão de suas vias de transmissão e medidas profiláticas é essencial para todos os profissionais de saúde. O diagnóstico da toxoplasmose na gravidez baseia-se principalmente na sorologia, com a pesquisa de anticorpos IgM e IgG. Um resultado IgM negativo e IgG negativo no primeiro trimestre indica suscetibilidade e a necessidade de repetição da sorologia e orientação preventiva. O teste de avidez de IgG é uma ferramenta importante para datar a infecção quando IgM e IgG são positivos, auxiliando na decisão terapêutica. O manejo clínico envolve a prevenção primária, com foco em higiene alimentar e pessoal, e o tratamento quando a infecção é confirmada na gestante ou no feto. O tratamento materno visa reduzir a transmissão vertical, enquanto o tratamento fetal, com pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico, é indicado em casos de infecção fetal confirmada, independentemente da idade gestacional, para minimizar as sequelas.
As principais medidas incluem lavar bem as mãos após manipular terra ou carne crua, lavar frutas e vegetais, cozinhar carnes adequadamente e evitar contato com caixas de areia de gatos ou fezes de felinos.
O teste de avidez de IgG é indicado quando a gestante apresenta sorologia IgM positiva e IgG positiva, especialmente no primeiro trimestre, para ajudar a determinar se a infecção é recente ou antiga.
A sorologia no pré-natal é crucial para identificar gestantes suscetíveis (IgM e IgG negativos), gestantes com infecção aguda (IgM positivo, IgG negativo ou em ascensão) ou gestantes imunes (IgG positivo).
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