FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Gestante realizou exames de rotina no segundo mês de gravidez, sendo que o IgG e o IgM para toxoplasmose foram positivos. O teste de avidez para IgG, com 10 semanas de gestação, mostrou-se elevado. A ultrassonografia morfológica foi normal. Nasceu um bebê a termo, adequado para a idade gestacional, com exame físico normal. A conduta recomendada é
Toxoplasmose gestacional: Avidez IgG elevada no 1º trimestre + USG normal → infecção antiga, baixo risco congênito.
A avidez de IgG é um marcador temporal importante na toxoplasmose gestacional. Avidez elevada no início da gestação indica que a infecção materna é antiga (mais de 12-16 semanas), reduzindo significativamente o risco de transmissão congênita, especialmente se o feto e o RN não apresentarem alterações.
A toxoplasmose é uma infecção parasitária que, quando adquirida durante a gestação, pode levar à toxoplasmose congênita, uma condição grave com potenciais sequelas neurológicas e oculares para o feto. O diagnóstico e manejo adequados na gestante são cruciais para prevenir ou minimizar os danos. A sorologia materna (IgG e IgM) é o primeiro passo, mas a presença de ambos positivos requer investigação adicional para datar a infecção. O teste de avidez de IgG é uma ferramenta diagnóstica essencial nesse cenário. Uma alta avidez de IgG no primeiro trimestre da gestação indica que a infecção materna é antiga, geralmente adquirida há mais de 12-16 semanas, e, portanto, o risco de transmissão congênita é muito baixo. Por outro lado, uma baixa avidez de IgG sugere infecção recente, aumentando a preocupação com a transmissão fetal. Para residentes, é fundamental compreender que a combinação de avidez de IgG elevada no início da gestação, ultrassonografias morfológicas normais e um recém-nascido clinicamente saudável geralmente dispensa investigação e tratamento agressivos no bebê. A conduta deve ser baseada em uma avaliação completa dos marcadores sorológicos maternos e fetais, bem como na apresentação clínica do recém-nascido, para evitar tratamentos desnecessários e seus potenciais efeitos adversos.
O teste de avidez de IgG ajuda a datar a infecção materna. Avidez elevada no primeiro trimestre sugere infecção adquirida antes da gestação ou muito no início, indicando baixo risco de transmissão congênita.
Os sinais podem incluir coriorretinite, hidrocefalia, calcificações intracranianas, hepatoesplenomegalia, icterícia e trombocitopenia, embora muitos casos sejam assintomáticos ao nascimento.
O tratamento é indicado quando há confirmação diagnóstica de infecção congênita, seja por sorologia positiva no RN, PCR positivo em líquidos corporais ou presença de sinais clínicos/radiológicos da doença.
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