SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
Em relação à Toxoplasmose congênita:
Toxoplasmose congênita: Amniocentese com PCR LA → diagnóstico infecção fetal, não evolução materna.
A amniocentese para PCR no líquido amniótico é o método diagnóstico mais sensível e específico para confirmar a infecção fetal por *Toxoplasma gondii*, não para avaliar a evolução da infecção materna. A evolução materna é acompanhada por sorologias e avidez de IgG.
A toxoplasmose congênita é uma infecção fetal causada pelo parasita *Toxoplasma gondii*, adquirida pela transmissão vertical da mãe para o feto durante a gestação. A gravidade da doença fetal é inversamente proporcional à idade gestacional no momento da infecção materna: quanto mais precoce a infecção, menor o risco de transmissão, mas maior a gravidade das sequelas (hidrocefalia, calcificações intracranianas, coriorretinite). O risco de transmissão é maior no terceiro trimestre, mas as manifestações clínicas são geralmente mais brandas. O diagnóstico da infecção materna é feito por sorologia (IgM e IgG). A avidez de IgG é útil para datar a infecção: alta avidez sugere infecção antiga (>4 meses), enquanto baixa avidez indica infecção recente (<4 meses). Para o diagnóstico de infecção fetal, a amniocentese com PCR no líquido amniótico é o método de escolha, apresentando alta sensibilidade e especificidade. Este exame confirma a presença do parasita no líquido amniótico, indicando infecção fetal. O tratamento da gestante com toxoplasmose aguda varia conforme a confirmação da infecção fetal. Se a infecção fetal não for confirmada, utiliza-se espiramicina para reduzir o risco de transmissão. Se a infecção fetal for confirmada, o tratamento é com pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico, visando tratar o feto e reduzir a gravidade das sequelas. A compreensão desses aspectos é fundamental para o manejo adequado e a prevenção das graves consequências da toxoplasmose congênita.
O risco de transmissão vertical da toxoplasmose é menor no primeiro trimestre (cerca de 15%), mas as consequências para o feto são mais graves. No terceiro trimestre, o risco é maior (cerca de 60-80%), porém as manifestações clínicas no feto tendem a ser mais brandas.
O diagnóstico de infecção fetal é realizado principalmente pela amniocentese, com a coleta de líquido amniótico para a realização de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) para detectar o DNA do *Toxoplasma gondii*. Outros exames complementares incluem ultrassonografia seriada para buscar sinais de infecção fetal.
Para gestantes com toxoplasmose aguda e sem infecção fetal confirmada, o tratamento é com espiramicina para reduzir o risco de transmissão. Se a infecção fetal for confirmada, o tratamento é com pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico, visando tratar o feto e reduzir a gravidade das sequelas.
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