HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025
Criança de 6 anos com baixa visão, deficiência mental moderada, epilepsia, atraso nos marcos motores apresenta coriorretinite no fundo de olho. A tomografia computadorizada de crânio mostra calcificações cerebrais difusas, em grande quantidade, e discreto aumento dos ventrículos laterais. Assinale a hipótese diagnóstica mais provável para o caso.
Coriorretinite + calcificações cerebrais + hidrocefalia + deficiência mental = tétrade de Sabin da toxoplasmose congênita.
A tétrade de Sabin (coriorretinite, calcificações intracranianas, hidrocefalia e convulsões/atraso psicomotor) é patognomônica da toxoplasmose congênita. A presença de baixa visão, deficiência mental, epilepsia e coriorretinite, juntamente com calcificações cerebrais difusas, aponta fortemente para esta etiologia.
A toxoplasmose congênita é uma infecção parasitária causada pelo Toxoplasma gondii, transmitida da mãe para o feto durante a gravidez. É uma das infecções congênitas mais importantes devido às suas graves sequelas neurológicas e oftalmológicas, sendo um tema relevante para a prática pediátrica e para provas de residência. O diagnóstico é suspeitado pela presença de manifestações clínicas como coriorretinite, calcificações intracranianas (especialmente difusas), hidrocefalia, microcefalia, icterícia, hepatoesplenomegalia e convulsões. A tétrade de Sabin é um conjunto clássico de achados. A fisiopatologia envolve a replicação do parasita em diversos tecidos, causando inflamação e necrose. O tratamento da toxoplasmose congênita visa reduzir a carga parasitária e minimizar os danos, geralmente com pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico. O prognóstico varia conforme a gravidade da infecção e o momento do diagnóstico e tratamento, mas sequelas neurológicas e visuais são comuns e podem ser permanentes.
A toxoplasmose congênita pode se manifestar com a tétrade de Sabin, que inclui coriorretinite, calcificações intracranianas, hidrocefalia e convulsões, além de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, microcefalia ou macrocefalia.
O diagnóstico é feito pela detecção de anticorpos IgM e IgA específicos no recém-nascido, PCR no líquido amniótico ou sangue, e achados de imagem como ultrassonografia fetal ou tomografia de crânio pós-natal.
As complicações incluem deficiência visual (cegueira), deficiência auditiva, atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, epilepsia, hidrocefalia e paralisia cerebral, que podem se manifestar anos após o nascimento.
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